Mostrando postagens com marcador obra-prima. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador obra-prima. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de abril de 2014

RESENHA: O EXTERMINADOR DO FUTURO - 1984

LANÇAMENTO DA CAIXA COM OS QUATRO FILMES EM EDIÇÃO BLU-RAY

O EXTERMINADOR DO FUTURO - TERMINATOR - 1984

SINOPSE:
Um robô assassino disfarçado de humano (Arnold Schwarzenegger), é enviado do futuro para eliminar Sarah Connor (Linda Hamilton), futura mãe de John Connor, um líder importante da resistência na guerra contra as máquinas dominantes.

A própria resistência, desesperadamente e a todo custo, envia Kyle Reese (Michael Biehn), um soldado humano para tentar sabotar a missão do robô exterminador e salvar Sarah.


CAPA DO DVD. CLIQUE PARA ZOOM NOS DETALHES

Tendo que escapar da polícia e ainda convencer a própria Sarah daquela história absurda, Kyle precisa lutar contra o impossível.

A partir daí, uma perseguição em forma de pesadelo sem fim tem início, já que o robô é praticamente indestrutível, E NÃO VAI PARAR!

-x-

Um de meus filmes favoritos de todos os tempos! Já vi e revi incontáveis vezes nesses 30 anos desde que ele foi lançado.

Considero um filme perfeito, para todos os gostos.
É para quem só quer saber de ação? Tem aos montes: tiroteios, matanças e sangue para todos os gostos, além de bastante suspense. É para quem curte Ficção Científica? Tem um bom argumento, inteligente e bem amarrado.


O HERÓI KYLE REESE E SARAH CONNOR, MÃE DA RESISTÊNCIA HUMANA

É para quem curte sub-textos e outras complexidades? Podem se esbaldar nos paradoxos temporais, na ideia que rede mundial e os computadores causarão o fim da humanidade, etc.

Antes do TERMINATOR, eu não me lembro de nenhum filme em que o clima fosse tão pesado, como um pesadelo angustiante e desesperançoso.

A música de Brad Fiedel, ajuda bastante a formar esse clima obscuro, com seus tons metálicos e batidas cardíacas sintetizadas.


CIBORGUE EXTERMINADOR MODELO T-800

Aquele final, onde praticamente vivemos o pesadelo contínuo de nunca conseguir se livrar do perigo, é quase doloroso de assistir.

Acho que foi o primeiro filme que explorou esse estilo de enganar a platéia com "vários finais" falsos, artifício que passou a ser copiado por muitos filmes seguintes.


UM FUTURO TENEBROSO, ONDE PESSOAS SÃO IMPLACAVELMENTE CAÇADAS COMO RATOS

O filme usa o tema do futuro pessimista, como Blade Runner, Matrix ou Robocop, onde perdemos o controle de nossa própria criação, chegando ao ponto dessa criação adquirir consciência própria e nos considerar obsoletos. 

Apesar de tudo, James Cameron, roteirista e criador da história, permeia toda a trama com um fio de esperança, onde os personagens continuam bastante íntegros em meio ao caos e desespero.


MENSAGEM PARA O FUTURO

O personagem Kyle Reese foi muito bem montado, e é tocante o quanto James Cameron quis mostrar que mesmo tendo vivido uma vida de privações e muito sofrimento, num futuro violento e miserável, Kyle se mostra super gentil e atencioso, numa doçura contrastante com seus momentos de atitude agressiva. Um herói completo...

Interessante ver nos extras do disco que chegaram a ser filmadas cenas de um plano da Sarah para sabotar a empresa de computadores Cyberdine, futura causadora do desastre humano, mas ficaram fora do filme.

Anos depois, na sequência, TERMINATOR 2, vemos essa cena sem imaginar que Cameron já a tinha tentado inserir no primeiro filme.


T-800 EM AÇÃO

Vemos também nos extras que o chip do robô é recuperado, mas a cena também não vai para a montagem final... Só sabemos disso em TERMINATOR 2, quando a empresa se beneficia da tecnologia futurista.

NOTA: 10

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

RESENHA: OS INCRÍVEIS

O DVD DUPLO VEM COM EXTRAS QUE NÃO APARECEM NO BLU-RAY: SACANAGEM!
OS INCRÍVEIS - THE INCREDIBLES - 2004
Produção: Disney / Pixar
Direção: Brad Bird
Com Craig T. Nelson, Holly Hunter, Samuel L. Jackson

SINOPSE:
Uma família de heróis aposentados, tentando levar uma vida pacata (bem... nem todos) se vê às voltas com um estranho vilão que pretende atacar a cidade para depois se passar por herói.

-x-

Tudo o que se disser sobre essa animação é pouco! Temos aqui uma obra prima, daquelas que muito raramente surgem na cultura humana.

A equipe do genial Brad Bird (O Gigante de Ferro, Ratatoulle, Missão Impossível 4) realiza verdadeira proeza tecnológica para a época, pois a enormidade e complexidade da história fazia parecer impossível.
MUITO CUIDADO COM AMORES NÃO CORRESPONDIDOS...
Mas eles conseguiram, e com qualidade insuperável, que até hoje, 10 anos depois ainda impressiona pela beleza arrojada da animação. Adoro as paisagens, as luzes, as sombras, as cores, o estilo "futuro-retrô"... tudo muito bonito!

São tantos personagens inesquecíveis que nem vou tentar resumir. Quem por exemplo, não se apaixona pela Edna "E" Mode, uma hilária mocreia estilista? É um verdadeiro universo vivo!

É facilmente um de meus filmes de heróis favoritos, superando a maioria do que já se fez até então. 

Com uma ótima história, um belo visual e ação aos borbotões, além de muito humor, é diversão garantida, para se ver e rever...

Só critico a versão lançada em Blu-ray aqui no Brasil-zil-zil, faltando vários extras, inclusive os Making-of que tinha na antiga versão em dvd. Tive que guardar o disco 2 em dvd... ainda bem que sempre checo antes de me livrar dos antigos discos...

NOTA 10!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

RESENHA: GRAVIDADE

GRAVIDADE VIROU UM DE MEUS FILMES FAVORITOS!

GRAVIDADE - GRAVITY
De Alfonso Cuarón
Com Sandra Bullock, George Cloney

Um grupo de astronautas realizam consertos no telescópio Hubble, em órbita da terra, quando são atingidos por fragmentos de satélites, causando grande reviravolta na missão.

Logo de cara, tanto o famoso Hubble quanto o ônibus espacial são atingidos e espatifados, numa destruição estonteante.

Vários astronautas morrem imediatamente, e apenas um casal fica com a vida por um fio (às vezes literalmente), e precisam tentar alcançar a estação internacional antes que o oxigênio acabe.

-x-

Eu fiquei de queixo caído ao assistir esse fabuloso filme.

Eu esperava ser interessante, pois gosto do tema espacial. É a minha cara, e me contentaria com algo "normal"... Mas é tão realista que tenho dificuldade de dizer que é FC (Ficção Científica)

O filme me surpreendeu demais! Eu não conseguia ficar quieto sem pensar ou dizer "COMO ELES FIZERAM ESSA CENA?"???

Os efeitos no espaço são talvez os melhores e mais realistas já realizados até hoje! Eu nem queria piscar!

Pena que não vi em 3d. Fica pra próxima...

Adoro o realismo de não ter som no meio de toda aquelas colisões e destruição.

Como disse James Cameron: "É o melhor filme de espaço já feito na história do cinema".

Uma das coisas que mais me impressionou foi ver por exemplo a astronauta flutuando por longas seções da estação, fazendo curvas, em meio a fumaças, explosões, com zoom no rosto, giros e rodopios SEM CORTES APARENTES!

Sei que para cenas curtas de gravidade zero, costumam usar grandes aviões mergulhando, como em APOLO 13, por exemplo, mas não tem como fazer o efeito durar mais que alguns segundos. COMO ELES FIZERAM ESSA CENA?

O óbvio é pensar em computação gráfica, de algum tipo, mas então fizeram uma SANDRA BULLOCK totalmente digital, com close e tudo? Será? Tô louco para ver o MAKING-OFF.

Amei de cara, Alfonso Cuarón (que sempre sonhou ser astronauta) ganhou meu respeito eterno. Comprarei o Blu-ray 3d, é óbvio.

VEJAM! VEJAM! VEJAM!

NOTA 10

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

RESENHA: KEN PARKER 46 - ADAH



SINOPSE:
Numa fazenda de escravos no sul dos Estados Unidos, a menininha negra Adah cresce em meio a pobreza, violência e injustiças, quando vem a guerra e sua vida é totalmente modificada, se bem que dificilmente se diria que para melhor.

Os anos passam e já mulher feita, num momento difícil, conhece Ken Parker, que também muda sua vida.

-x-

Talvez esta seja a melhor história já escrita por Giancarlo Berardi, se meu entusiasmo não estiver exagerando um pouco.

É tudo simplesmente espetacular! É como estivéssemos lendo um grande livro ou um filme de proporções de um "E o Vento Levou"!!
Mais uma vez me vem à mente: Como Berardi consegue narrar tal epopéia em apenas 100 páginas? Como? Como?

Além de tudo a história é lindíssima, e nos cativa do início ao fim. E tal como nosso compositor Chico Buarque, Berardi nos transporta para o ponto de vista feminino e assim esquecemos de tudo, nos deixando levar, enredados pela ótima trama.

Esquecemos até qual revista estamos lendo, pois o herói Ken Parker só aparece quase na página 90!!!!

Isso sempre surpreende o leitor: (Oh, sim! O gibi é do Ken Parker... estava esquecendo!)

Finalizo com a afirmativa: Se tiver que escolher um episódio da saga de Ken Parker para convencer a alguém de bom gosto a virar fã da revista, eu sempre vou indicar esse: ADAH!

É para se ler e reler de tempos em tempos!

NOTA 11