Satisfazendo a minha compulsão por resenhar e dar opinião sobre quase tudo, criei esse blog para registrar O QUE DE MAIS RELEVANTE E DIVERTIDO é produzido pela raça humana e que tenha me emocionado. Assim satisfaço minha outra compulsão: Compartilhar - AFINAL, É MUITO BOM FALAR DAS COISAS QUE GOSTAMOS. (Aliás, para filtrar somente um assunto, clique no final do texto, em MARCADORES, na palavra-chave desejada. Exemplo: Clique em LIVROS ou KEN PARKER para ver somente esse assunto)
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
RESENHA: CÃES DE ALUGUEL
RESERVOIR DOGS
Policial, thriller, ação
País: EUA - 1992
Diretor: Quentin Tarantino
Com Harvey Keytel, Tim Roth, Steve Buscemi, Michael Madsen, Chris Pen
SINOPSE:
Uma quadrilha de meliantes tem seu assalto à uma joalheria frustrado, e na fuga, entre mortos e feridos, eles procuram saber quem entregou o jogo, traindo-os.
Enquanto isso, resolvem torturar um policial capturado para que revele algo.
-x-
Cães de Aluguel é um filme diferente. Diferente no bom sentido, pois seu estilo não se vê facilmente por aí, e é um estilo que eu aprecio.
Chama a atenção a montagem sempre em flashbacks, preparada para nos mostrar aos poucos todo o panorama dos fatos pertinentes ao assalto dos diamantes e o que deu de errado.
Tarantino usará em filmes futuros esse tipo de linguagem fragmentada, mas meticulosamente feita para ser instigante.
É curioso o relacionamento dos personagens, uns mais violentos, outros mais racionais, porém todos marcantes.
Á época do lançamento, fiquei com uma forte impressão da famosa cena da tortura/mutilação do policial, que me chocou pela maldade do protagonista e pela maneira que foi filmada, ativando nossa imaginação ao mostrar somente os gritos em determinado momento, mas hoje em dia, acho que não impressiona mais tanto.
Tarantino me parece meio sádico, meio doentio... mas o resultado disso são filmes com cenas poderosas e inesquecíveis...
De qualquer modo, conheço muitos que não gostam dos filmes dele.
Eu sempre penso como seria se reeditassem Cães de Aluguel na ordem em que ocorrem os fatos. Será que pioraria a narrativa?
Nota 8
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terça-feira, 6 de agosto de 2013
RESENHA: BASTARDOS INGLÓRIOS
BASTARDOS INGLÓRIOS - INGLORIOUS BASTERDS
Guerra, Aventura
País: EUA, Alemanha - 2004
Diretor: Quentin Tarantino
Com: Brad Pitt, Christoph Waltz, Mélanie Laurent, Michael Fassbender,
Diane Kruger, Eli Roth
Sinopse:
Na França ocupada da segunda guerra, após escapar de um massacre em que toda sua família é morta, a jovem judia Shosanna ajuda a preparar uma vingança contra a alta cúpula nazista.
Para isso, monta-se uma rede de colaboradores, incluindo um violento grupo de voluntários assassinos, com o plano de trancar e queimar os tais líderes numa seção de cinema, entre eles, o próprio Hitler!
-x-
Meio que uma refilmagem da versão dos anos 70, de mesmo nome do diretor italiano Enzo Castellari, que faz uma ponta rápida.
A versão antiga, apesar de gastar bastante, dando até ares de produção acima da média, é voltada apenas para cenas de ação quase que do tipo "vale o primeiro take".
Nessa nova versão, uma penca de bons atores é o que temos no elenco desse ótimo filme! Tarantino é sem igual mesmo, e com seu estilo peculiar, vai nos guiando nessa história muito violenta, mas ao mesmo tempo divertida.
Temos também um dos melhores vilões já feitos para a tela, com o
premiado Christoph Waltz, no papel do caçador de judeus Hans. Ele está impagável, e é divertidíssimo ver seus maneirismos e maquinações.
Ao mesmo tempo diabólico e afável, o personagem se revela perigoso ao extremo, já que parece dotado de uma inteligência incomum, aliado a um instinto sherlockiano.
Brad Pitt está ótimo também, e eu não consigo olhar para aquela cara que ele faz o filme todo, sem morrer de rir. E o sotaque sulista-caipira, então? Ainda mais tentando falar italiano!?! É hilário demais!
E ainda tem a deutch-louraça Diane Kruger! Quem pode esquecer a
belíssima Helena de Tróia que a alemãzinha fez em 2004?
Tarantino é ótimo em montar "cenas perfeitas", e temos várias delas aqui, bastante saborosas.
Pra começar, temos a abertura. Começa como quem não quer nada, mas logo a tensão se instaura! Somos apresentados ao vilão Hans e ao poder nazista de destruir famílias. O filme já decola! (Au revoir, Shosanna!)
Temos logo em seguida a cena da apresentação do grupo dos soldados "bastardos", e como eles tratam dos nazistas, trucidando-os implacavelmente.
Gosto muito também da longa cena do bar, que acontece um mix de
emoções, de engraçadas a tensas, com direito a um tiroteio violentíssimo, que cai como um meteoro na tela, quase espatifando-a. Um massacre que só mesmo a mente semidoentia de Tarantino poderia compor daquela maneira.
E o final, eu não posso revelar! Senão perde a graça! Não gosto de dar "Spoiler". Só digo que é apoteótico e vai levar uns séculos para esquecer...
Nota 8
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