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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

RESENHA - BLUEBERRY 10 - O GENERAL DOS CABELOS AMARELOS


Álbum 10 - Le Général Tête jaune - General Golden Mane (C&G / 1971)
Sinopse:

Sendo obrigado a seguir em campanha de extermínio dos povos indígenas sob o comando do General Alliston, Blueberry passa por todo tipo de provação, enquanto tenta ficar vivo.

A cada combate, vemos um General enlouquecido dando ordens das mais estapafúrdias, onde vislumbramos que ele parece viver em um mundo imaginário de fantasias heróicas, atropelando a tudo e a todos em seu ódio cego.

Aproveitando a vantagem das estratégias tresloucadas do general, os índios se reagrupam e iniciam o confronto aos soldados desesperados.

Apesar de mergulhados numa perseguição desigual, Alliston ainda insiste em perseguir Blueberry, demonizando-o e culpando-o de tudo o que ocorre de ruim, chegando a dar-lhe ordem de fuzilamento por traição.

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Esses últimos episódios escritos por Charlier, têm uma característica em comum: Muitas vezes, personagens influentes, com poder de decisão e comando são completamente estúpidos, causando muita destruição ao seu redor.

Obviamente foram inspirados na vida real, onde todos já vimos personagens assim.

Isso nos obriga a meditar num assunto:
Por que pessoas tão idiotas conseguem tanto poder? Será que eles chegam "lá em cima" por pura impetuosidade ?

Pior que talvez sim, já que por PENSAREM POUCO e QUEREREM TANTO, terminam chegando aonde querem por pura "energia" de seus ímpetos, e consequente medo de seus antagonistas, que logo saem da sua frente, abrindo passagem, evitando confronto com tão tolo, porém perigoso ser.

Tais situações invocam o antigo adágio:

"Não deixai os que tem senso ficarem sujeitos aos que não tem"

Nota 10

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RESENHA: BLUEBERRY 09 - NA PISTA DOS SIOUX


Álbum 09 - La Piste des sioux - The Trail of the Sioux (Charlier & Giraud / 1971)
Sinopse:
Escapando da aventura anterior com o dinheiro da companhia, Blueberry o enterra antes de ser capturado pelo grupo de Steel Fingers, enquanto seus amigos Jim e Red retornam sãos e salvos à companhia.

Enlouquecido pela cobiça, Steel Fingers faz todo tipo de promessas aos índios, no intuito de ficar com todo o dinheiro dos malotes, enquanto caça por Blueberry.

Entre tantas idas e vindas, quando enfim Blueberry retorna sem o dinheiro, os trabalhadores da região o persegue para linchamento sumário, pois todas as "evidências" indicariam que ele roubou os malotes de pagamento.

Nesse meio tempo, as tropas do prepotente Gen. Allister, um sanguinário desprezível, chegam prontas a exterminarem as nações índias. Para evitar supresas, Alliston trata logo de se livrar de Blueberry, pacifista convicto, encarcerando-o para impedir suas ações anti-guerra.

Para Steel Fingers, tudo parece dar certo...

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Poucas vezes um herói foi tão injustiçado no mundo da ficção! Nesse episódio, vemos o Tenente lutar tanto, e tão bravamente... mas quase sem ser reconhecido. Seus esforços parecem vãos em meio ao caos do violento oeste e seus homens truculentos e selvagens.

A guerra vem à galope, não tem jeito! Sabemos que todo esforço tende a dar em nada, já que historicamente, conhecemos qual é o destino das nações indígenas.

Mesmo sem saber o que vai acontecer no desfecho no próximo número, podemos apenas afirmar uma coisa: Blueberry vai sofrer! E muito...

Nota 10

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

RESENHA: BLUEBERRY 08 - O HOMEM DO PUNHO DE FERRO


Álbum 08 - L'Homme aux poings d'acier - Steel
Fingers  (Charlier & Giraud / 1970)
Sinopse:
O avanço da construção da estrada de ferro está comprometido, depois de perderem o trem de mantimentos. Enquanto isso, massacres são perpetrados pelos índios nos arredores.

O Tenente Blueberry é incumbido, junto com o velho Jim McClure e o bom Red Neck, de ir buscar outro trem antes que a fome e o desespero chegue aos acampados.

O que Blueberry não sabia, era que o odiado bandido Steel Fingers estava solto e orquestrando uma ofensiva contra a companhia, se mancomunando com os índios, semeando mentiras, ódio e destruição.

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Um enredo muito bem amarrado, que nos mostra uma grande aventura totalmente inventada, mas carredada de cores realistas.

A longa e espetacular sequência do ataque ao trem é de tirar o fôlego, com praticamente todos os elementos de ação possíveis ocorrendo em frenética sequência, delineada com maestria por Charlier e bem graficamente registrada pela pena de Giraud.

Para nunca mais esquecer.

Nota: 10

RESENHA: BLUEBERRY 07 - O CAVALO DE FERRO


Álbum 07 - Le Cheval de fer - The Iron Horse (Charlier & Giraud / 1970)
Sinopse:
Convocado para ajudar nas negociações entre importante companhia de estradas de ferro e os índios, Blueberry se vê às voltas com seu novo vilão: Steelfingers, o Mão-de-Ferro, fascínora que faz parte de um bando de sabotadores contratados pela companhia rival para provocar instabilidades na tênue paz com as nações indígenas.

Uma tarefa relativamente fácil, provocar a guerra, é logo conseguida graças à matança de búfalos pelos bandidos, desencadeando a ira dos pele-vermelhas contra a linha férrea em construção.

Um violento ataque ao comboio com armas e alimentos é efetivado, deixando o acampamento da companhia com apenas poucos dias de víveres básicos.

Somente Blueberry tem a experiência para enfrentar tanta vilania orquestrada.

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Início de um novo arco, que se estende até o número 10, vemos mais uma vez, Blueberry suando a camisa, correndo contra o tempo e tentando a todo custo conter a formalização de uma guerra sangrenta entre brancos e índios.

Uma bela reconstituição de época, em cenários belíssimos, cheio de detalhes, verdadeiros quadros campestres, grandes palcos, onde vemos as duas companhias disputando o avanço por terras que afinal têm donos, tornando delicada a construção das estradas de ferro.

Aqui temos um vilão perigosíssimo, extremamente inteligente, àte à altura da argúcia de Blueberry, para deleite dos leitores.


Nota: 10

domingo, 21 de outubro de 2012

RESENHA: BLUEBERRY 06 - O HOMEM DA ESTRELA DE PRATA


Álbum 06 - L'Homme à l'étoile d'argent - The Man with the Silver Star (Charlier & Giraud / 1969)
Sinopse:
Graças ao bom velhinho Jim McClure, Blueberry é enviado de Fort Navajo para pacificar a cidade de Silver Creek, onde os violentos irmãos Bass aterrorizam a todos, matando os xerifes que assumem, mantendo a população submissa aos chefões locais.

Sempre implacável e cheio de truques, Blueberry cai como um raio sobre a bandidagem, mas sem sair dos contornos da lei. Simplesmente perfeito!


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Final do arco Fort Navajo, apesar de ser uma trama praticamente isolada dos 5 primeiros números, podemos considerar uma nova aventura, com princípio, meio e fim num só álbum.

Alternando momentos de tensão e de comédia, a história nos mostra o estilo durão de Blueberry com marginais impiedosos: Ele simplesmente sai prendendo todo mundo que precisa, se valendo de uma atitude tão poderosamente reta, que logo inspira confiança e consegue alguns ajudantes.

Mais uma vez, como na vida real, não podemos antever os acontecimentos, deixando o leitor repleto de expectativas, e um registro perene na memória.

Nota: 8

sábado, 20 de outubro de 2012

RESENHA: BLUEBERRY 05 - A PISTA DOS NAVAJOS


Álbum 05 - A Pista dos Navajos - La Piste des Navajos (Charlier & Giraud / 1969)
Sinopse:
Em talvez sua mais perigosa missão nesse arco, em seu clímax, Blueberry e seu novo parceiro, o divertido McCloud enfrentam de maneira suicida os obstáculos para sabotar um carregamento mexicano de munições aos apaches, ainda em pé de guerra.

Usando muitos subterfúgios, inteligência e muita lábia, Blueberry consegue arrastar vários personagens em suas idéias ousadas contra o violento bando do traficante Almendariz.

Ainda por cima, é preciso contactar o grande chefe Cochise, devolvendo-lhe o bastão e a mensagem de paz do presidente, sendo que Águia Solitária (Quanah, o caolho) vai fazer de tudo para que a guerra não seja interrompida.

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Do dramático e realista, ao escapista e aventuresco, Charlier nos roteiriza uma história repleta de nuances e temperos incomuns, nos deixando sem saber o que vai acontecer. Nada aqui é clichê ou óbvio, e o prazer da leitura atinge um nível insuperável.

A metade final, quando nossos heróis invadem a mina abandonada em San Feliu, nos remete aos seriados do início
do século 20 e aos filmes que os homenageiam, como os de Indiana Jones...

NOTA:10

RESENHA - BLUEBERRY 04 - O CAVALEIRO PERDIDO


Álbum 04 - Le Cavalier perdu - Mission to Mexico/The Lost Rider (Charlier e Giraud / 1968)
Sinopse:
Retornando de sua perigosa missão de trazer um telegrama do presidente com importantes instruções para o General Crook, o Tenente Craig cai em mãos apaches e é torturado para revelar o conteúdo cifrado, com a decisão presidencial que vai alterar o rumo da guerra iminente.

Em mais um momento de inspiração, Blueberry pede autorização para tentar resgatar o cavaleiro perdido, já que
não tinham mais nada a perder, com a guerra se aproximando e centenas de vidas prontas a serem ceifadas, valia a pena o esforço.

Numa segunda etapa, é preciso que Blueberry tente contato com o Tenente Crowie, já debandado para o lado apache, numa desesperada tentativa de ajudar a convencer o grande chefe Cochise de um acordo de paz.

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Contando apenas com seus dois fiéis amigos, o Tenente Crowie e o bom velhinho Jim McClure, Blueberry passa por tanto perigo quanto possível a um personagem, em meio a toneladas de perseguições e até mesmo torturas.

Blueberry, como sempre cheio de artimanhas, nos dá uma aula no bom estilo do faroeste de como perseguir pistas, além
 de como despistar os perseguidores.

Muitos novos personagens são apresentados nesse episódio. Temos um grupo de sulistas, liderados por Kinball e
Finlay, e o ainda maior e mais perigoso bando liderados pelo mexicano General Almendariz, que simplesmente decreta o enforcamento sumário de nosso herói.

Definitivamente, Blueberry agindo sempre de maneira altruista, parece sempre estar em situações cada vez mais
perigosas, fazendo dele, talvez o maior e mais contagiante dos bravos.

NOTA: 9

domingo, 14 de outubro de 2012

RESENHA - BLUEBERRY 03 - ÁGUIA SOLITÁRIA








Álbum 03 - Águia Solitária - Lone Eagle (Charlier e Giraud / 1967)



Sinopse:
Continuando o arco em 6 números, vemos que uma vez resgatado o menino branco, Blueberry recebe a missão de comandar um comboio com 30 soldados para levar armas ao General Crooc em Camp Bowie, onde estão sendo feitos os preparativos para a guerra.

Blueberry tem esperanças de além de entregar os equipamentos, explicar ao General o mal-entendido quanto aos massacres e evitar uma guerra desnecessária, já que, como vimos nos episódios anteriores, os índios são inocentes.

Durante a perigosa marcha, um enorme grupo de apaches os caça implacavelmente, numa longa e sangrenta
perseguição, e é preciso muita perspicácia e bravura para que cheguem ao seu destino, o que parece ser algo impossível.

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Cada vez mais, a saga se supera, e vemos nesse episódio, muita ação e aventura de qualidade, numa história onde o foco é uma longa fuga, em que nosso herói precisa usar de toda sua astúcia, se valendo de muitos truques para enganar os impacáveis apaches.

Ponto para a inventividade do escritor Charlier, que obviamente pesquisou bastante para conseguir nos brindar com tão espetacular e plausível recriação do oeste distante, numa aura mítica inesquecível, similar aos melhores fimes clássicos do gênero.

Diversos novos personagens marcantes nos são apresentados, em especial Quanah, o Águia Solitária, um perigoso líder indígena que se torna o pior inimigo de Blueberry.

A longa e violenta perseguição, cheia de reviravoltas, culmina com um antológico final, onde a tensão do leitor torna impóssível parar de ler, pois não se pode imaginar como nossos heróis vão escapar de tão assustadora situação.

NOTA: 10

sábado, 13 de outubro de 2012

RESENHA - BLUEBERRY 02 - TEMPESTADE NO OESTE


Álbum 02 - Tempestade no Oeste (Charlier e Giraud / 1966)

Sinopse:
Dando prosseguimento ao episódio anterior, nossos heróis se vêem acuados no Forte Navajo, enquanto as tribos Apaches desenterram a machadinha de guerra e se preparam para um devastador ataque final, em represália a massacres de famílias indígenas inocentes pelo equivocado e truculento exército.

Nesse clima desesperador, os bravos Tenentes Blueberry e Crowe, espertos como o diabo,  resolvem resgatar o menino sequestrado pelos mexicanos, para depois negociar a paz entre os brancos e os apaches, liderados por Cochise.

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Muita ação e adrenalina numa história pulsante e sensacional! Aqui vemos a criatividade de Blueberry (e consequentemente de seu autor, Charlier) em meio a truques e artimanhas, além de atitudes heróicas sem par.

Destaque para o personagem mestiço do Tenente Browe, que muda totalmente o desenrolar da trama, com sua inteligência e valentia.

NOTA: 09

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

RESENHA: BLUEBERRY 01 - FORTE NAVAJO

Álbum 01 - Fort Navajo (Charlier e Giraud / 1965)

Sinopse:
Na região do Arizona, próximo à fronteira do Novo México, um menino é sequestrado durante um massacre pelos índios, deixando um clima de guerra iminente.

Logo o Tenente Blueberry se vê lutando para evitar mais massacres ainda, pois descobre que não são os Apaches os autores das atrocidades, e sim um grupo mexicano de Mescalleros disfarçados de índios.

O exército, comandado por oficiais na maioria truculentos e racistas, logo se prepara para a violenta e definitiva ofensiva, contra o povo indígena inocente, dando muito pouco tempo para que Blueberry e seus amigos possam agir para evitar um genocídio.

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Nessa aventura inicial, a primeira de um arco que vai até o número 6, logo conhecemos o bom caráter do Tenente Blueberry, que apesar de jogador, beberrão e da aparência relaxada, é um verdadeiro herói, que realmente se preocupa com a justiça e tende a agir pondo a própria vida em risco, valendo-se para isso de sua incomum inteligência e agudeza de espírito, sua principal vantagem num mundo de brutalidade e violência.

Vários personagens interessantes ajudam a compor uma trama muito bem amarrada.

Alguns amigos de Blueberry, como Craig e Crowe, ambos também tenentes, são também valorosos e heróicos tanto quanto ele, e são também decisivos no desenrolar da história.

Os personagens índios também são muito bem construídos, sem estereótipos irreais e baratos, tudo sempre respeitando a inteligência do leitor.

Quando terminamos de ler, o registro é de uma grande aventura indistinta dos grandes filmes do gênero. Um clássico!


NOTA: 09

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