sábado, 20 de outubro de 2012

RESENHA: BLUEBERRY 05 - A PISTA DOS NAVAJOS


Álbum 05 - A Pista dos Navajos - La Piste des Navajos (Charlier & Giraud / 1969)
Sinopse:
Em talvez sua mais perigosa missão nesse arco, em seu clímax, Blueberry e seu novo parceiro, o divertido McCloud enfrentam de maneira suicida os obstáculos para sabotar um carregamento mexicano de munições aos apaches, ainda em pé de guerra.

Usando muitos subterfúgios, inteligência e muita lábia, Blueberry consegue arrastar vários personagens em suas idéias ousadas contra o violento bando do traficante Almendariz.

Ainda por cima, é preciso contactar o grande chefe Cochise, devolvendo-lhe o bastão e a mensagem de paz do presidente, sendo que Águia Solitária (Quanah, o caolho) vai fazer de tudo para que a guerra não seja interrompida.

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Do dramático e realista, ao escapista e aventuresco, Charlier nos roteiriza uma história repleta de nuances e temperos incomuns, nos deixando sem saber o que vai acontecer. Nada aqui é clichê ou óbvio, e o prazer da leitura atinge um nível insuperável.

A metade final, quando nossos heróis invadem a mina abandonada em San Feliu, nos remete aos seriados do início
do século 20 e aos filmes que os homenageiam, como os de Indiana Jones...

NOTA:10

RESENHA - BLUEBERRY 04 - O CAVALEIRO PERDIDO


Álbum 04 - Le Cavalier perdu - Mission to Mexico/The Lost Rider (Charlier e Giraud / 1968)
Sinopse:
Retornando de sua perigosa missão de trazer um telegrama do presidente com importantes instruções para o General Crook, o Tenente Craig cai em mãos apaches e é torturado para revelar o conteúdo cifrado, com a decisão presidencial que vai alterar o rumo da guerra iminente.

Em mais um momento de inspiração, Blueberry pede autorização para tentar resgatar o cavaleiro perdido, já que
não tinham mais nada a perder, com a guerra se aproximando e centenas de vidas prontas a serem ceifadas, valia a pena o esforço.

Numa segunda etapa, é preciso que Blueberry tente contato com o Tenente Crowie, já debandado para o lado apache, numa desesperada tentativa de ajudar a convencer o grande chefe Cochise de um acordo de paz.

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Contando apenas com seus dois fiéis amigos, o Tenente Crowie e o bom velhinho Jim McClure, Blueberry passa por tanto perigo quanto possível a um personagem, em meio a toneladas de perseguições e até mesmo torturas.

Blueberry, como sempre cheio de artimanhas, nos dá uma aula no bom estilo do faroeste de como perseguir pistas, além
 de como despistar os perseguidores.

Muitos novos personagens são apresentados nesse episódio. Temos um grupo de sulistas, liderados por Kinball e
Finlay, e o ainda maior e mais perigoso bando liderados pelo mexicano General Almendariz, que simplesmente decreta o enforcamento sumário de nosso herói.

Definitivamente, Blueberry agindo sempre de maneira altruista, parece sempre estar em situações cada vez mais
perigosas, fazendo dele, talvez o maior e mais contagiante dos bravos.

NOTA: 9

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

RESENHA: KEN PARKER 04 - HOMICÍDIO EM WASHINGTON


SINOPSE:
Viajando em busca de ajuda para a causa índia, Ken Parker e um Senador de origem índia fazem memorável discurso em Washington, desencadeando um atentado que vai mudar para sempre a vida de nosso herói.

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Aqui Ken conhece seu maior inimigo, Donald Welsh, que por anos consegue sempre escapar das mãos da justiça. A ambientação do artista Milazzo é magistral, numa recriação de época repleta de nuances, um deleite para os olhos. Um clássico em todos os sentidos.

Nota 10

RESENHA: KEN PARKER 03 - OS REVOLUCIONÁRIOS


SINOPSE:
Um grupo de cavaleiros empreende uma fuga em massa de uma penitenciária e engendra um plano para atacar e roubar um trem.
Viajando nesse trem, Ken Parker se envolve na violenta perseguição e ajuda na luta contra o bando organizado.


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Muita ação, personagens inesquecíveis, uma história com início em clima de "penitenciária" e final no bom estilo do velho oeste.

Nota 10

RESENHA: KEN PARKER 02 - MINE TOWN


SINOPSE:
Com seus amigos militares, Ken enfrenta uma cidade dominada por um gângster, que controla um bando de desordeiros arrogantes.
A tensão explode no bar, quando mesmo querendo apenas diversão, nossos heróis são marcados para morrer.


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Aqui vemos que ninguém é mais determinado a fazer justiça do que Ken Parker, numa atitude espetacular num final explosivo. Bom demais!

Nota 10

domingo, 14 de outubro de 2012

RESENHA - BLUEBERRY 03 - ÁGUIA SOLITÁRIA








Álbum 03 - Águia Solitária - Lone Eagle (Charlier e Giraud / 1967)



Sinopse:
Continuando o arco em 6 números, vemos que uma vez resgatado o menino branco, Blueberry recebe a missão de comandar um comboio com 30 soldados para levar armas ao General Crooc em Camp Bowie, onde estão sendo feitos os preparativos para a guerra.

Blueberry tem esperanças de além de entregar os equipamentos, explicar ao General o mal-entendido quanto aos massacres e evitar uma guerra desnecessária, já que, como vimos nos episódios anteriores, os índios são inocentes.

Durante a perigosa marcha, um enorme grupo de apaches os caça implacavelmente, numa longa e sangrenta
perseguição, e é preciso muita perspicácia e bravura para que cheguem ao seu destino, o que parece ser algo impossível.

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Cada vez mais, a saga se supera, e vemos nesse episódio, muita ação e aventura de qualidade, numa história onde o foco é uma longa fuga, em que nosso herói precisa usar de toda sua astúcia, se valendo de muitos truques para enganar os impacáveis apaches.

Ponto para a inventividade do escritor Charlier, que obviamente pesquisou bastante para conseguir nos brindar com tão espetacular e plausível recriação do oeste distante, numa aura mítica inesquecível, similar aos melhores fimes clássicos do gênero.

Diversos novos personagens marcantes nos são apresentados, em especial Quanah, o Águia Solitária, um perigoso líder indígena que se torna o pior inimigo de Blueberry.

A longa e violenta perseguição, cheia de reviravoltas, culmina com um antológico final, onde a tensão do leitor torna impóssível parar de ler, pois não se pode imaginar como nossos heróis vão escapar de tão assustadora situação.

NOTA: 10

sábado, 13 de outubro de 2012

LISTA DE PERGUNTAS A UM ALIENÍGENA

  • 01- Talvez eu perguntasse se eu não poderia ir com eles...
  • 02- Se eles podem nos ceder um tipo de mapa das civilizações que eles conhecem e quais suas características.
  • 03- Se eles comprovaram a existência de coisas não provadas, tipo alma, premonições, espíritos ou Deus(es).
  • 04- Se eles sabem a origem do universo ou mesmo da vida no cosmo. De quebra qual exatamente seria a origem dos homens e dos seres da terra?
  • 05- Se pra adiantar, podiam nos ceder uma formulinha básica da imortalidade. (Pelo menos para mim, pois sou obcecado por isso).
  • 06- Se o Universo é infinito e o tempo também... e quantas dimensões existem realmente.
  • 07- O Ser humano tem algum poder latente para ser liberado ou descoberto?
  • 08-Qual é a maior descoberta que está ao alcance dos homens e ele ainda não fez?
  • 09-Em sua infinita sabedoria e conclusões: Qual o porvir do universo? (Praticamente igual a "Qual o sentido da vida?", eu sei, mas essa eu não resisto)
  • 10- Se nos monitoram a muito tempo e se podem nos ceder as "anotações" históricas para nosso acervo (Só aí teríamos as mais preciosas das respostas a perguntas ancestrais: A Atlântida existiu? Cadê a Biblioteca de Alexandria? Jesus realmente existiu e aconteceu tudo aquilo? etc...)

FANTASIA-MOR: BEIJANDO TODAS AS DEUSAS DO MUNDO


Existem no mundo, uns 4.000.000.000 de mulheres. QUATRO BILHÕES!!!!. Meu Deus, quanta fartura!!!! Alguém imagina uma riqueza maior do que esta? Todos os meus instintos ficam instigados, e isso atiça a minha imaginação.

Sabe qual fantasia louca nasceu e cresceu em minha mente tântrica?

E se eu pudesse beijar todas as que eu quisesse, hein? Pelos meus cálculos eu morro de velhice antes de conseguir.

Pra começar, interessaria as mais bonitas, as realmente deusas. Como beleza é algo bem raro, imagino que somente uns 5% das pessoas podem ser consideradas realmente bonitas. E isso dá uns 200.000.000 (DUZENTOS MILHÕES!!!) somente de “bellas ragazzas”.

Vamos aos cálculos:
Temos à nossa disposição DUZENTOS MILHÕES DE MULHERES LINDÍSSIMAS, (As melhores do mundo!) doidas para uma sessão de beijos com você.

Como temos fartura aqui, vamos melhorar mais ainda a “qualidade” das candidatas: Peguemos  desses duzentos milhões o 1% mais lindo. Apenas uma em cada 100.

Rapaz! Agora a coisa ficou celestial!!  Pegamos somente 0,05% das mais belas do planeta!!!

Isso dá umas 2.000.000 (Dois milhões) de verdadeiras deusas. É a nata do universo feminino.

Preparem os beiços...

Se mandarmos elas fazerem fila, e formos beijar cada uma por uns bons 5 minutos, poderíamos aproveitar bem cada uma dessas boquinhas lindas.

Façamos as contas. A 5 minutos cada beijo vamos ter:

12                Bocas por hora

288              Por dia!!!

8.640           Por mês!!!

105.120        Por ano!!!
 

EM SUMA: 19 anos beijando 24 horas sem parar!!!! Isso é impraticável!!!! EU MOOORRO!!!!

Vamos organizar essa orgia “buco-lingual”: Temos que dormir, comer, fazer outras coisas. Então podemos separar somente umas 8 horas por dia pra nossa missão, ou seja 1/3 do dia (igual ao tempo de um emprego). os 19 anos viram 57!!! Finalizando:

57 anos beijando 2 milhões de mulheres maravilhosas, cada uma por longos 5 minutos

...Sei ou não sei criar fantasias? O céu perde!

RESENHA - BLUEBERRY 02 - TEMPESTADE NO OESTE


Álbum 02 - Tempestade no Oeste (Charlier e Giraud / 1966)

Sinopse:
Dando prosseguimento ao episódio anterior, nossos heróis se vêem acuados no Forte Navajo, enquanto as tribos Apaches desenterram a machadinha de guerra e se preparam para um devastador ataque final, em represália a massacres de famílias indígenas inocentes pelo equivocado e truculento exército.

Nesse clima desesperador, os bravos Tenentes Blueberry e Crowe, espertos como o diabo,  resolvem resgatar o menino sequestrado pelos mexicanos, para depois negociar a paz entre os brancos e os apaches, liderados por Cochise.

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Muita ação e adrenalina numa história pulsante e sensacional! Aqui vemos a criatividade de Blueberry (e consequentemente de seu autor, Charlier) em meio a truques e artimanhas, além de atitudes heróicas sem par.

Destaque para o personagem mestiço do Tenente Browe, que muda totalmente o desenrolar da trama, com sua inteligência e valentia.

NOTA: 09

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

RESENHA: KEN PARKER 01 - VINGANÇA/RIFLE COMPRIDO


SINOPSE:
Ken Parker, um caçador de peles de Montana e também guia do exército, perde o irmão caçula, que é escalpelado durante um assalto. Inicia-se assim uma caçada aos cruéis bandoleiros. Nesse interim, Ken conhece alguns amigos novos no Forte Browning, tudo isso em meio à guerra contra tribos de índios hostis.

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Uma boa estréia, onde o herói nos é apresentado como "gente boa", mas também bastante duro e disposto a tudo, quando necessário.

O que eu mais apreciei de cara no personagem Ken Parker é que ele é "sem pose". Não tem o jeito machão do típico herói dos westerns.
Giancarlo Berardi se esmera em nos mostrar um cara comum, que podia até ser um leitor comum dos tempos de hoje, porém com um grande caráter.


"Bom, mas não tolo", ele explode quando é preciso e nos brinda com uma ação mais intensa do que o normal, já que sempre é surpreendente quando um homem comum age heroicamente.

Apenas estranhamos o jeito desgrenhado e barbudo, como se fosse um herói velho, mas logo acostumamos ao visual incomum.

Uma leitura para não esquecer, e que fica com um gosto de "quero mais", daí ser um bom começo de uma série.

Nota 10