quarta-feira, 22 de maio de 2013

RESENHA: STEVE JOBS, GÊNIO E BABACA




Terminei de ler STEVE JOBS, A BIOGRAFIA, de WALTER ISAACSON, e gostei bastante.

Geralmente eu gosto de biografias, então até aí morreu neves... Mas essa é bastante fiel à realidade, e não foi feita para endeusar Jobs, muito pelo contrário. Aliás, é no próprio livro que lemos o termo "babaca", aplicável ao próprio. É provável que isso vá irritar alguns "Appholes" (Fãs babacas da Apple).

Eu sempre simpatizei tanto com Jobs quanto a Bill Gates, e não sou nenhum "Applefag" ou "Windowsfag", pois não vejo o mundo em preto e branco, portanto, gosto e uso tecnologias de ambas as empresas, e escrevo de maneira imparcial.

Resumindo, fica óbvio que o cara não era comum. Ele tinha um ímpeto tão poderoso, que nada poderia se interpor entre ele e seus objetivos. Sofriam mais os que fracassavam com ele.

Ele fez questão de ser um "self-made-man" que combina uma alma de grande artista e de grande empreendedor, sem paciência alguma com um "reles mortal". A religião dele era ele mesmo!

Mas ele não era um "Professor Pardal", que inventava tudo, meio McGyver, como eu pensava. Seu estilo está mais para um agregador de talentos, como um maestro a exigir o máximo desempenho de quem está ao seu redor.

Ele meio que encasquetava com uma idéia, um querer, e como um bebê birrento e mimado, queria porque queria que dessem um jeito. No final ele queria ver aquilo pronto.

Ele usava sua conhecida "realidade alterada" com coisas até então impossíveis, e no final, ele geralmente estava certo, sendo que no processo, praticamente torturava todos ao redor com sua determinação.

Assim, maravilhosos produtos quase mágicos, saíram do limbo para a realidade, deixando os mercados loucos, correndo atrás de suas inovações. E foi assim o Apple I, Apple II, Macintosh, I-Pod, I-Phone, I-Pad, etc...

Pela web afora, podemos ler sobre o perfil psicológico de Jobs em mais de um site.

Parece que o fato de ele ter sido adotado, criou nele um forte sentimento de rejeição por ter sido “abandonado”.

Não esconderam dele que seus pais eram outros, mas tem uma passagem quando criança, que ele conta que uma vez entrou em casa correndo e chorando quando uma menininha, ao saber que ele era adotado, exclamou:

- “Então isso significa que seus pais verdadeiros não queriam você?” (PUUUTZ!)

Seus pais adotivos precisaram apagar o incêndio, e ficaram repetindo com bastante ênfase:

- “Nós escolhemos especificamente você" (COITADO DO MOLEQUE!)

Como no livro diz: "Abandonado. Escolhido. Especial" (MARCAS INDELÉVEIS)

Ele ficou com uma enorme cicatriz em seu ser, que o pressionava, e isso provavelmente ajudou a gerar nele uma energia contrária que o motivou pra sempre.

Era como se ele quisesse mostrar a todos, que seus antigos pais não sabiam o que estavam perdendo ao não ficarem com ele. Ele no início, meio que montou sua vida para crescer e dar um gigantesco "BEM FEITO! VIU? SOU O MAIOR, E VOCÊS ME PERDERAM".

Claro que isso tudo a nível sub-inconsciente, e quando ficou adulto, essa poderosa impulsão se amalgamou em seu ser como sendo de sua natureza normal, que é o que normalmente ocorre a todos nós, pois é assim que nos formamos.

Isso explica porque ele era tão implacável, e atropelava a tudo e a todos sem piedade pela execução de suas idéias.

Vários entrevistados deram vários exemplos de como ele chegava mesmo a ser mau, ao espezinhar quem ele achava ser incompetente... O cara parecia não ter empatia por ninguém (ou era mau mesmo, apesar de genial)

Com certeza, o Steve Wozniac, o verdadeiro McGyver genial que bolou os primeiros Apple 1 e 2 (ele queria dar, mas Jobs o convenceu a vender, PODE?) que era um cara muito mais bacana, praticamente o outro lado da moeda de Jobs, se afastou da empresa para não ficar conivente com o estilo violento do arretado gênio.

Aliás, eu queria voltar a debater com alguns amigos meus, que anos atrás me detonavam por tentar explicar que o mundo não era preto e branco, e Jobs não era deus e Bill Gates não era o diabo.

Eu ouvi muito argumento assim:
-"Eu tenho ética, cara, então sou contra o Rwindows e a favor da Apple. Bill era safado, Steve era gênio e nunca roubou nada"

E eu dizia que era uma posição exagerada, e tal... muito simplista rotular assim e separar as coisas assim.

Agora, quem leu a biografia vai ver que Steve Jobs estava longe de ser santo, e que mesmo chegou a elogiar Bill Gates, para horror dos fanáticos.

É aquela história: Os fãs saem na pancada e suas celebridades não estão nem aí.

Essa biografia é leitura recomendadíssima para aqueles que querem conhecer os bastidores da informática, etc...

Eu terminei o livro com um sentimento empolgante. Em mim ficou um efeito inesperado, que me dá uma vontade danada de trabalhar naquelas condições de pressão e de criação, num grupo de ótimos profissionais, se reunindo e rachando a cuca para criar produtos revolucionários. DEVE SER O MÁXIMO!

Descanse em paz, magnífico rebelde, gênio, visionário, mau e de gosto apurado... O mundo precisa de muitos mais como você... porém em versão menos babaca.


Algumas Citações de Steve Jobs que gostei:
Minha paixão foi construir uma empresa duradoura, onde as pessoas se sentissem incentivadas a fabricar grandes produtos. Tudo o mais era secundário. Claro, foi ótimo ganhar dinheiro, porque era isso que nos permitia fazer grandes produtos. Mas os produtos, não o lucro, eram a motivação. Sculley inverteu essas prioridades, de modo que o objetivo passou a ser ganhar dinheiro. É uma diferença sutil, mas acaba significando tudo: as pessoas que são contratadas, quem é promovido, o que se discute nas reuniões.

Alguns dizem: “Dêem aos consumidores o que eles querem”. Não é assim que eu penso. Nossa tarefa é descobrir o que eles vão querer antes de quererem. Acho que Henry Ford disse certa vez: “Se eu perguntasse aos consumidores o que queriam, eles teriam dito: ‘Um cavalo mais rápido!’”. As pessoas não sabem o que querem até que a gente mostre a elas. É por isso que nunca recorro a pesquisas de mercado. Nossa tarefa é ler coisas que ainda não foram impressas.



Edwin Land, da Polaroid, falava sobre a interseção das humanidades com a ciência. Gosto dessa interseção. Há qualquer coisa de mágico aí.



Grandes artistas e grandes engenheiros são parecidos, no sentido de que ambos desejam expressar-se



É fácil atirar pedras na Microsoft. Eles claramente perderam o
domínio que tinham. Tornaram-se muito irrelevantes. Mas, apesar disso, sei valorizar o que fizeram, e como foi duro. Eram muito bons no lado comercial. Nunca foram ambiciosos no que diz respeito aos produtos, como deveriam ter sido. Bill gosta de se apresentar como homem de produtos, mas não é. Ele é homem de comércio. O sucesso comercial era mais importante do que fazer grandes produtos. Ele acabou se tornando o sujeito mais rico que existe e, se esse era seu objetivo, conseguiu o que queria. Mas nunca foi o meu, e tenho dúvida se, afinal, era o dele.

Admiro-o pela empresa que construiu — é impressionante — e gostei de trabalhar com ele. É um homem brilhante e tem um bom senso de humor.

Mas a Microsoft nunca teve as humanidades e as artes liberais em
seu dna. Mesmo quando viram o Mac, não conseguiram copiá-lo direito.

Simplesmente não entenderam.

(Edecildo: Isso porque a empresa Microsoft tinha uma visão "mais nerd", era uma empresa que queria que as coisas funcionassem, Já a Apple tinha uma visão artística, e para essa visão, somente funcionar era pouco. O design mandava mais.)



Não acho que eu gerencio espezinhando as pessoas, mas se algo não presta eu digo na cara. Minha tarefa é ser honesto. Sei do que estou falando e quase sempre tenho razão. Essa é a cultura que tentei criar.


Somos brutalmente honestos uns com os outros, e qualquer pessoa pode dizer que sou um grande merda e eu também posso dizer-lhe o mesmo.


Tivemos algumas discussões acaloradíssimas, em que berramos uns com os outros, e foram alguns dos melhores momentos que vivi. Sinto-me completamente à vontade para dizer: “Ron, essa loja está uma bosta” na frente de todo mundo. Ou posso dizer: “Minha nossa, nós realmente fizemos uma cagada com a engenharia disto aqui”, na frente da pessoa responsável.


É a condição para estar na sala: ter a capacidade de ser super honesto.


Não inventei a língua ou a matemática que uso. Preparo pouco da comida que como, e nenhuma das roupas que visto. Tudo
que faço depende de outros membros da nossa espécie e dos ombros sobre os quais ficamos em pé. E muitos de nós querem dar uma contribuição para nossa espécie também e acrescentar alguma coisa ao fluxo. Tem a ver com tentar expressar algo da única maneira que a maioria de nós é capaz de fazer — porque não somos capazes de escrever as canções de Bob Dylan, ou as peças de Tom Stoppard. Tentamos usar os talentos que temos para expressar nossos sentimentos profundos, para mostrar nosso apreço por todas as contribuições feitas antes de nós e para acrescentar algo ao fluxo. Foi isso que me motivou.

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

RESENHA: VIDA DE INSETO



Vida de Inseto/A Bugs´Life
Animação, Aventura, Comédia
Diretor: John Lasseter, Andrew Stanton, EUA, 1998.
Com Dave Folely,Kevin Spacey


Flik, uma formiga que pensa diferente, e por isso é considerado meio estranho, condena todo o formigueiro a ser punido por uma gangue de selvagens e assustadores gafanhotos, ao destruir sem querer o "tributo" obrigatório de comida.

O prazo está acabando, e sem esperanças, ele parte para buscar ajuda para lutar contra seus violentos opressores, que com certeza vão cometer muitas barbáries, se não forem atendidos.

-x-

ESPETACULAR, é a melhor palavra para definir essa maravilha da animação. O roteiro é o melhor de tudo, e isso não é dizer pouco, já que o desenho é extremamente lindo, recheado de imagens soberbas, uma proeza para a época.

O argumento é meio do tipo "Os Sete Samurais", onde uma vila é oprimida por ladrões e o o povo precisa de alguma solução, qualquer ajuda que seja, devido ao desespero.

A história prende mesmo, e até o final ficamos "sofrendo" junto aos protagonistas, numa ansiedade só. Poucos filmes conseguem manter o espectador tão atentos. Uma aula de como contar uma boa história.

O filme é recheado também de muitos personagens inesquecíveis, muito bem representados em suas formas insectóides, principalmente o grupo do circo, super diversificado.

Engana-se quem acha que é apenas um desenho infantil. Na verdade todas as idades vão se divertir com a grande aventura, tão bem escrita, tão bem realizada, verdadeiro épico!

Está na minha lista de animações favoritas.

Para se ver e rever, com os netos ou com os avós...

Nota 10

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RESENHA: AKIRA (HQ, DESENHO E FILME)




AKIRA - de Katsuhiro Otomo
Corria a década de 90, e eu vi uma propaganda sobre uma animação japonesa, onde o trailer mostrava uma batalha de gangues motorizadas, em velocidade vertiginosa, o pau comendo solto, aparentemente de uma violência jamais vista num desenho.

O desenho era AKIRA, de Katsuhiro Otomo, de 1988, baseado num longo mangá de sucesso.

Eu fiquei fissurado, e terminei alugando uma fita VHS, e fiquei doido!!!!

Além de muita ação, do tipo realista, a história era complexa e envolvia um futuro detonado, onde uma obscura Tóquio semidestruída era mostrada com uma gigantesca cicatriz, uma enorme cratera de impacto nuclear..

Tinha um negócio de experiências militares com crianças cobaias desenvolvendo poderes telecinéticos, tinha revoltas populares com quebra-quebra e porradaria generalizada, muita destruição e mistério acerca de um paranormal chamado Akira que não podia despertar de jeito nenhum, de tão perigoso que era.

Deu logo para ver que tudo era novidade. As concepções de Otomo eram bastante arrojadas. O cara conseguiu só nessa obra prima, lançar diversas imagens ícones, que jamais sairão da memória do fã. e ainda fez escola.

Obviamente virei fã, e quando a revista chegou no Brasil, era em muitos números, e eu nunca consegui acompanhar. Era uma era sem internet, e as citações eram bastante esparsas.

Durante alguns anos, nada foi publicado aqui, enquanto aguardavam sair no Japão. Isso tudo porque aqui saia logo em grossos volumes, e lá era de 20 em 20 páginas... Aí ficou difícil colecionar.

Terminei me desfazendo dos que eu tinha, e achei que um dia tudo sairia de novo em volumões. Mas me enganei, e fiquei sem...

Muitos anos depois, com o advento da internet, consegui os 38 volumes encadernados, e via tablet, finalmente consegui ler tudo.

Logo vi que a hq era beeem diferente do desenho. Tinha mais personagens e um maior desenrolar de situações e batalhas. Aliás, teve uma hora que até achei demais tanta perseguição, tanta pancadaria. Realmente o desenho é muito bem vindo, enxugando tanto exagero (e olha que ainda sobrou bastante, he he he)

A arte é exuberante! Dá pra ver que deu o maior trabalhão desenhar tanta coisa! Dá gosto ficar nem que seja só folheando, mesmo depois de ter lido.

Nesse momento que escrevo essa resenha, estou sabendo que estão produzindo um filme com atores, numa nova adaptação.

As legiões de fãs estão curiosas e alguns preocupados em que estraguem a maravilhosa saga. Eu fico tranqüilo, pois acho que vale a pena a "tentativa". Quem sabe? Se cair nas mãos de um Peter Jackson ou James Cameron da vida...

Aliás, se eu pudesse sugerir, imagino que podiam fazer uma trilogia, tentando mostrar tudo o que tem na hq... quem sabe?

Seria o maior filme apocalíptico de todos os tempos!!!!

Afinal, seria a melhor homenagem ao gênio do criador Katsuhiro Otomo.

Quando o filme sair, voltarei aqui para mais umas tecladas...

Nota 10, para o conjunto da obra...

segunda-feira, 29 de abril de 2013

RESENHA: LOLITA



LOLITA - LOLITA
Drama, Romance
País: Eua, Uk - 1962 - 152 Min.
Diretor: Stanley Kubrick
Com James Mason, Shelley Winters, Sue Lion, Peter Sellers

Sinopse:
Humbert Humbert, homem maduro, quarentão, escritor, aluga pensão para trabalhar em seu próximo livro, quando, do nada, como um raio sobre ele, cai Lolita, filha da dona da estalagem. Uma bela adolescente, hiper ninfeta, cheia dos segredos, loiraça belzebuzinha, praticamente sua demônia em vida.

Ele, apaixonadíssimo, casa-se com a mãe dela, somente para manter proximidade. Mas nada é perfeito, e ele precisa controlar suas saidas, suas amizades...

Como sair dessa?

-x-

Baseado no famoso e polêmico livro de Vladimir Nabokov, acusado por muitos de incentivo à pedofilia, para mim ainda é apenas uma história de paixão, de amor.

O personagem Humbert é apenas um "adolescente hipnotizado", incapaz de dominar a adolescente ou fazê-la mal, muito pelo contrário, ela é que o domina, que o faz sofrer!

Emocionante final, onde eu, pelo menos morri de dó do Humbert.

*ALERTA DE SPOILER!* SE NÃO VIU O FILME, NÃO LEIA!*
Para mim, o pobre do Humbert deu azar, pois se apaixonou por uma vaca. Sim! A vagabinha enganava todo mundo!

Já era mulher de outro (Peter Sellers), mas para o resto, se fazia de santinha. Há até a insinuação de que ela participava de "foursomes" (suingues), já que se prestarmos atenção, tem um casal moderninho dando a entender que curte suruba, e em determinado momento, Lolita ia contar algo para Humbert sobre a tal mulher, mas pensou bem e não quis mais continuar.


Para mim, Lolita e seu amante se encontravam com o tal casal modernoso...


Bem. Xapralá... não gosto muito de publicar spoilers... mas esse é irresistível.


VAGABA! (Sai dessa furada, Humbert, que não é pro teu bico!)


Nota 7

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RESENHA: CONTATOS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU



Contatos Imediatos do Terceiro Grau / Close Encounters of the Third Kind
Ficção Científica
País:EUA - 1977
Diretor: Steven Spielberg
Com Richard Dreyffus, Francois Truffaut, Teri Gaar, Mellinda Dillon, Lance Henriksen

Sinopse:
Enquanto discos voadores começam a varrer os céus de pequena cidade do interior americano, algumas pessoas se tornam receptivas a sons e imagens, deixando-as a princípio obcecadas por não saberem o que fazer.

Enquanto isso, autoridades preparam um "evento sociológico", na verdade um grande encontro com tais inteligências alienígenas.

-x-

Ainda hoje espetacular, apesar de meio datado, vemos aqui pessoas recebendo sinais dos céus e marcando um encontro antológico com naves alienígenas.

Filme marcou época, e foi a maior febre mundial. Muitos viraram "ufologistas", ou "ufólogos" por causa do impacto do filme.

Uma verdadeira histeria coletiva mundial aumentou a incidência de relatos de contatos, febre essa que durou ainda por alguns anos.

Eu mesmo, com 17 anos à época, ainda crédulo em alguns relatos, cheguei a ir no famoso "encontro de Casimiro de Abreu", no interior do estado do Rio de Janeiro, em 08/03/80, quando anunciaram que um nave de Júpiter iria pousar, o que se revelou o maior fiasco e foi notícia da semana em todos os jornais. 

Hoje em dia, nem meninos de 10 anos acreditariam.

Ahhh, o cinema e seus sonhos...

Nota 10

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terça-feira, 16 de abril de 2013

RESENHA: O ENIGMA DE ANDRÔMEDA - THE ANDROMEDA STRAIN



O Enigma de Andrômeda/The Andromeda Strain
Ficção científica, Suspense, Thriller
Diretor: Robert Wise, EUA, 1971.
Com Arthur Hill, David Wayne, James Olson, Kate Reid, Paula Kelly, George Mitchell
Baseado no romance de Michael Crichton (Autor de Jurassic Park)

SINOPSE:
Após a queda de um satélite próximo a uma cidade do interior, todos os moradores morrem misteriosamente.

Um grupo de especialistas é convocado para estudar o mistério, que logo se revela na forma de um micro-organismo capaz de contaminar todo o planeta.

-x-

Ótimo filme, com um argumento instigante, onde aos poucos vamos nos aprofundando e desvendando o porquê de centenas de pessoas terem falecido de uma vez só.

Baseado num livro do ótimo escritor Michael Chrichton, o roteiro prima pelo respeito às técnicas e termos científicos.

Recomendadíssimo não só para nerds, como para quem gosta de uma boa ficção científica realista.

Qualquer dia desses, vão querer refilmar com mais efeitos visuais, e provavelmente mais ação. Nada contra, mas é esse que eu sempre vou rever...

Nota 10

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segunda-feira, 8 de abril de 2013

RESENHA: O LEGADO BOURNE




The Bourne Legacy - O Legado Bourne
Espionagem/Thriller/Policial/Ação
País: EUA - 2012
Diretor: Tony Gilroy
Jeremy Renner, Rachel Weisz, Edward Norton, Scott Glenn, Stacy Keach


SINOPSE:
Simultaneamente aos acontecimentos do ULTIMATO BOURNE, vemos aqui, os desdobramentos dos efeitos causados pela divulgação dos escândalos na agência (CIA), quando então inicia-se uma limpeza de arquivo, onde friamente se eliminam "provas humanas", evitando assim que o projeto Outcome também seja descoberto.

Um a um, os envolvidos são mortos, e entre os agentes marcados, Aaron Cross (Jeremy Renner) escapa e resolve procurar a cura para suas dependências químicas, originárias do treinamento.

Para isso, se alia à médica Martha Shearing (Rachel Weisz), também ameaçada de morte, capaz de curá-lo de vez.

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Interessante, porem um pouco inferior continuação da "Saga Bourne", onde podemos ver um agente bastante durão, passar o diabo para sobreviver à queima de arquivo promovida pelo departamento corrompido da Cia.

O filme consegue manter uma "identidade" com os outros três iniciais, já que o diretor é o mesmo que roteirizou a todos.

Algumas boas cenas de ação fazem o filme ser bastante assistível. Destaque para o ataque do drone no início, e à ótima perseguição final, nos mesmos moldes anteriores, com muita destruição e "pega-pra-capar" nas ruas congestionadas das Filipinas.

Nota 7


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terça-feira, 2 de abril de 2013

RESENHA: O ULTIMATO BOURNE



THE BOURNE ULTIMATUM - ULTIMATO BOURNE
Espionagem/Thriller/Policial/Ação
País:EUA, Alemanha - 2007
Diretor: Paul Greengrass
Com Matt Damon, Julia Stiles, Scott Glenn, Albert Finney, Joan Allen, etc

SINOPSE:
Em busca de respostas, Bourne tenta proteger um repórter marcado para morrer, que parece saber demais, arriscando-se além do normal em seus artigos de jornal, comprometendo operações secretas.

Logo a agência detecta Bourne e o novo chefe de operações quer a todo custo eliminá-lo, o que gera desentendimentos com Pamela Landy, a líder do filme anterior.

Uma corrida contra o tempo faz com que Bourne procure o centro de operações onde a operação Treadstone teve início. 
Ele precisa a todo custo, desmascarar os responsáveis por essa subdivisão assassina da CIA, além de finalmente conhecer a sua origem.

-x-

Sequências inesquecíveis de suspense e ação permeiam todo o filme, mantendo um clima tenso praticamente do início ao fim, auxiliado pelo eficiente tema musical, meticulosamente intenso e repetitivo, marcando os momentos que antecedem os diversos clímax.

Para mim, a melhor luta da saga está nesse filme, quando Bourne cruza com um assassino espanhol, também treinadíssimo nas habilidades de matar.

A luta é violentíssima, e praticamente incendeia a platéia, num mix entre Krav-Magá e Capoeira.

A trilogia Bourne é recomendadíssima para quem gosta de thrillers de espionagem, ação e aventura, mas com um certo "pé no chão", evitando os exageros comuns vistos em filmes de 007, por exemplo.

Recentemente, com a morte de Ludlum, o escritor original, contrataram outro aparentemente bom escritor, para dar continuidade à saga. O primeiro filme baseado nesses livros, e que seria a quarta aventura é "O Legado Bourne", cuja resenha vem à seguir.

Nota 9


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RESENHA: A SUPREMACIA BOURNE



THE BOURNE SUPREMACY - SUPREMACIA BOURNE

Espionagem/Thriller/Policial/Ação
País:EUA, Alemanha - 2004
Diretor: Paul Greengrass
Com Matt Damon, Franka Potente, Brian Cox, Joan Allen, Julia Stiles, Karl Urban, etc

SINOPSE:
Escondido com sua namorada em Goa, na Índia, desde sua última aventura, Jason Bourne é enfim descoberto pela agência, e logo sua paz termina, quando é novamente marcado para morrer.

Usando de todo seu treinamento, mesmo ainda sem memória, vai em busca de uma solução, encarando a perigosa organização que o persegue, tentando principalmente descobrir o que é a operação Treadstone, da CIA.

Com sua memória voltando aos poucos, Bourne passa a sofrer dramas de consciência, ao se descobrir um assassino, porém ele não pode parar ainda, pois precisa se defender de provas plantadas contra ele, numa nova trama.

-x-

Eletrizante continuação da saga Bourne, onde vemos o atormentado ex-agente tentando esclarecer seu passado obscuro de assassino da CIA.

Nessa seqüência, Bourne tem um nêmesis à sua altura: O frio agente Kirill (Karl Urban), eficiente matador russo, perseguindo-o implacavelmente.

A perseguição de carros pelas ruas de Moscou é antológica, entrando para a lista das melhores já filmadas.

A técnica empregada põe o espectador dentro do veículo nos momentos cruciais, enquanto Bourne usa o carro como arma. A destruição é impressionante!

Equipamentos modernos, como o "mobile" e suas câmeras acopladas, além de stunts e motoristas profissionais, numa edição arrojada e uma trilha musical empolgante, fazem o espectador prender o fôlego e segurar-se nos braços da poltrona, enquanto a destruição nas pistas rola solta na tela.

Nota 9

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quinta-feira, 21 de março de 2013

RESENHA: A IDENTIDADE BOURNE

O BLU-RAY DA PENÍNSULA IBÉRICA VEM COM O SUBTÍTULO "RENASCIDO EM PERIGO"

THE BOURNE IDENTITY - A IDENTIDADE BOURNE
Espionagem/Thriller/Policial/Ação
País: EUA - 2002
Diretor: Doug Liman
Com Matt Damon, Franka Potente, Chris Cooper, Julia Stiles, Clive Owen, Brian Cox, etc

SINOPSE:
Jason Bourne acorda sem memória, após ser resgatado por um pesqueiro em pleno mar.

Estava quase morto, ferido nas costas por vários tiros, mas sobrevive. Dias após se recuperar, parte em busca de sua origem.

Logo ele se vê perseguido pela polícia e por agentes assassinos, que a todo custo tentam eliminá-lo.

Aos poucos, suas habilidades, aparentemente de agente também, vão aflorando, ajudando-o na luta para resolver a grande enrascada em que se encontra.

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Excelente trama, bem amarrada e verossímil, baseada no ótimo livro de Robert Ludlum, que redefine o estilo "filme de espião". É uma pena que ele tenha morrido antes do filme ser lançado.

O personagem Jason Bourne (JB, coincidência, né?) se apresenta bastante convincente, e apesar de implacável, demonstra uma humanidade que nos cativa e por isso nos identificamos.

A diversão salta da escala, e nos pegamos todos vibrando e torcendo durante as várias cenas de ação.

Para mim, os momentos mais eletrizantes são quando Bourne faz mano-a-mano com outro agente treinado.

São dois assassinos com habilidades equivalentes, em franca determinação de um detonar o outro.

É um vale-tudo violentíssimo, onde tudo vira arma, com uma edição inovadora e numa dosagem não exagerada, mas que quando explode, fica espetacular!

A partir desse filme, todos passaram a imitá-lo no estilo, até mesmo das lutas, com muitos cortes rápidos em várias câmeras, em vários ângulos.

Se bem que, por exemplo no caso dos filmes do Batman de Christopher Nolan, a tentativa falha, e temos então cenas de lutas toscas, muito fragmentadas e deixando a desejar.

"A Identidade Bourne" é tão perfeito, desce tão redondo, que nem se espera ter continuação.

Qual não foi então a minha surpresa, ao descobrir que elas viriam, e que seriam também excelentes.

Resenhá-las-ei em seguida, já que adquiri o box "THE ULTIMATE BOURNE", com a trilogia inicial.

Nota 9


A CAIXA BRITÂNICA VEM COM LEGENDAS EM PORTUGUÊS.


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