quarta-feira, 30 de outubro de 2013

RESENHA: O ATAQUE - WHITE HOUSE DOWN


O ATAQUE-White House Down 2013

SINOPSE:
Um violento grupo terrorista toma de assalto a Casa Branca na intenção de capturar o presidente americano. Um agente da segurança que tinha acabado de ser rejeitado, se desdobra para impedir o ato terrorista, em meio a muita ação.

-x-

Filme pipoca dos mais típicos, usando um estilo mix de "Duro de Matar" e "Independence Day", o diretor Rolland Emerich nos sobrecarrega com tanta ação espetacular que nem temos tempo de pensar na veracidade do roteiro, surpreendentemente igualzinho ao outro filme "Invasão à Casa Branca-Olympus Has Fallen" TAMBÉM de 2013.

Acho que o filme quer ficar entre os recordistas de mostrar cenas de destruição muito bem feitas, com destaque para a demolição do domo central da Casa Branca, o lindo combate com os helicópteros "Falcão Negro", o atentado ao avião presidencial "Força Aérea Um", entre outras barbaridades lindamente bem montadas em alta definição, mostrando que barato é que o filme não foi.

Um filme muito bem realizado, porém com óbvias deficiências de roteiro, mas diverte mesmo assim. 

Recomendado exclusivamente a amantes de filmes de ação.

Nota 6

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

RESENHA: LIVRO - 1942 - O BRASIL E SUA GUERRA QUASE DESCONHECIDA

CAPA DO LIVRO

1942 - O BRASIL E SUA GUERRA QUASE DESCONHECIDA

SINOPSE:
De tanto ver seu pai, veterano da FEB, evitar falar no assunto, João Barone, mais conhecido como o baterista da banda de rock PARALAMAS DO SUCESSO, sempre procurou ler mais e mais sobre a segunda guerra mundial e principalmente sobre a participação do Brasil nos combates na Itália.

Desse interesse e acúmulo de conhecimentos, ele escreveu seu primeiro livro, A MINHA SEGUNDA GUERRA, bastante elogiado, o qual ainda resenharei, e agora, nesse segundo livro ele faz praticamente um resumo da segunda grande guerra mundial, com o enfoque brasileiro. 

Bastante abrangente e recheado de curiosidades, Barone faz uma explanação em ordem cronológica, dividindo o livro em capítulos redondinhos, passando pelos ataques a navios brasileiros, os acordos com os americanos, a preparação das tropas, as decisões do então Presidente Vargas, algumas polêmicas, como os milhares de homens levados covardemente à escravidão para coletar látex nas florestas, onde a maioria morreu ou desapareceu, entre outras arbitrariedades típicas de um ditador.

Dentre as arbitrariedades, Barone nos conta da estarrecedora proibição de que depois de voltar para casa, os pracinhas não podiam usar/mostrar as medalhas recebidas e nem mesmo contar suas histórias aqui no Brasil.

Se Vargas pudesse, puxava uma alavanca e apagava toda a história dos heróis brasileiros, pois não achava que o povo podia venerá-los.

Barone faz uma boa descrição do Teatro de Operações onde os combates aconteceram, e divulga muitos detalhes, alguns pouco conhecidos até então, das missões dos nossos pracinhas, seus atos heroicos e como derrotaram os soldados nazistas, em épicos combates, onde tudo estava contra os brasileiros, principalmente o clima geladíssimo de inverno, o qual somente fez aumentar o sofrimento de nossos caboclos tropicais.
JOÃO BARONE TAMBÉM É VETERANO, SÓ QUE DO MUNDO DA MÚSICA

Barone fez uma excelente pesquisa, coletando informações de veteranos, recheados de detalhes curiosíssimos, agora eternizados no livro: O nascimento da FEB, as origens do Senta a Pua!, as batalhas aéreas brasileiras, as grandes ações brasileiras na guerra, a fatídica tomada de Monte Castelo e Montese, os efeitos pós-guerra para os brasileiros, o nascimento da ONU  estatísticas de missões, mortos, etc...

Recomendo o livro para todos que querem ter um panorama de todo o grande conflito, e quais foram os impactos para os brasileiros.

Como bem diz no livro, é uma parte importante da nossa história, que de início o governo Vargas tentou apagar, mas que as novas gerações precisam e merecem saber.

Nota 10

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

RESENHA: DVD PARALAMAS DO SUCESSO - UNS DIAS - AO VIVO


DVD PARALAMAS DO SUCESSO - UNS DIAS - AO VIVO - 2003
SINOPSE:
Um dos mais fortes representantes do Rock Nacional, os Paralamas do Sucesso lançaram esse dvd com um show arrepiante, gravado em São Paulo em 2003 no Olympia

É um dos meus discos favoritos, e junto com minha mulher, já assistimos umas dez vezes nesses últimos anos, e vai contiunar "furando fila" nas listas de dvds a assistir.

Eu sempre me arrepio, literalmente, na música "UNS DIAS", no "duelo" de guitarras entre Herbert Viana e o convidado Frejat. É realmente um momento mágico, que pretendo rever no mínimo até meus 100 anos.


Músicas do show UNS DIAS:
01. O Calibre
02. Running on the spot - Part. Especial Edgard Scandurra 
03. Trac-Trac 
04. Mensagem de amor 
05. Selvagem 
06. Soldado da paz - Part. Especial Dado Villa-lobos 
07. Que país é este - Part. Especial Dado Villa-Lobos 
08. Seguindo estrelas
09. Meu erro
10. Cuide bem do seu amor 
11. Longo caminho 
12. Tendo a lua - Part. Especial Nando Reis 
13. Será que vai chover - Part. Especial Black Alien 
14. Assaltaram a gramática - Part. Especial Black Alien 
15. O Filho Pródigo - Part. Especial Black Alien 
16. Dos margaritas 
17. Depois da queda o coice 
18. Ska - Part. Especial George Israel 
19. La bella luna - Part. Especial George Israel 
20. Uns Dias - Part. Especial Frejat 
21. Caleidoscópio - Part. Especial Frejat e George Israel 
22. Ela disse adeus - Part. Especial George Israel 
23. Lanterna dos Afogados - Part. Especial Djavan 
24. Uma Brasileira - Part. Especial Djavan 
25. O Beco - Part. Especial Paulo Miklos 
26. Alagados 
27. Lourinha Bombril 
28. Mensagem de amor - Part. Especial Andréas Kisser


Conclusão: Mesmo em dvd, que já é uma mídia meio obsoleta, é um "must", e enquanto não sair aquele blu-ray equivalente, com um show em HD 1080P e som MASTER HD, "definitivo" e arrebentante, recomendo fervorosamente a fãs do bom rock nacional a comprar esse dvd mesmo, que com certeza é o melhor da banda, se comparado ao fraco ACUSTICO MTV e mesmo ao muito bom BRASIL AFORA, do Multishow.

NOTA 10

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sábado, 5 de outubro de 2013

RESENHA: TEMPO DE GLÓRIA - GLORY


TEMPO DE GLÓRIA - GLORY
EUA - 1989
DIRETOR: EDWARD ZWICK
COM Matthew Broderik, Morgan Freeman, Denzel Washington, Cary Elwes, Jihmi Kennedy

SINOPSE
O jovem coronel Robert Gould Shaw se aceita a incumbência de treinar o primeiro regimento voluntário formado somente por homens negros, em plena guerra civil americana: O 54º de Massachusets.

-x-

Um dos melhores, senão o melhor filme sobre a guerra de Secessão americana.

O filme mostra as dificuldades causadas pela hipocrisia e racismo que passa o coronel e os soldados durante seu treinamento.

Eram negados, de início, até as botinas, e para conseguirem o uniforme azul foi preciso brigar contra os próprios superiores.

No fundo, todos achavam que essa companhia seria somente para constar, e que jamais lutariam no front, limitando-se apenas a serviços braçais.

Com muito empenho e orgulho, o coronel Shaw consegue enfim, uma missão, que apesar de perigosíssima, iria calar a boca de quem duvidava daqueles bravos guerreiros.


O elenco é muito bom mesmo, com destaque para Morgan Freeman, sempre perfeito, Andre Braugher, como o soldado que por ser culto e amigo de infância do coronel, termina sofrendo mais que os outros, inclusive preconceito dos próprios soldados negros.

Também temos o ótimo Jihmi Kennedy, que faz o soldado gago Jupiter Sharts, de personalidade cativante e inesquecível.

E não podemos esquecer de um jovem e rebelde Denzel Washington, como sempre arrebentando na atuação e o também não menos eficiente Matthew Broderick, como o seríssimo coronel, num papel atípico em sua carreira, normalmente composta por papéis mais leves, como o lendário Ferris Buller em "Curtindo a Vida Adoidado".

O ataque final ao Fort Wagner é bastante empolgante, como todas as batalhas do filme, e o diretor Edward Zwick (que também fez o excelente "O Último Samurai") consegue impor um efeito dramático, coisa de estilo talvez, diferente do que normalmente vemos em outros filmes.

Nota 8

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

RESENHA: CRIAÇÃO


CRIAÇÃO - CREATION
Biografia, Drama
País: Inglaterra - 2010
Dir: Jonh Amiel
Com: Paul Bettany, Jennifer Connelly, Benedict Cumberbatch

SINOPSE:
Após sua famosa viagem ao redor do mundo, no lendário navio Beagle, Charles Darwin (Paul Bettany) agora casado e com filhos, vive um dilema quanto a publicar ou não suas descobertas sobre a evolução no seu livro A ORIGEM DAS ESPÉCIES.

Enquanto matura suas idéias de 20 anos e prepara o revolucionário livro, Darwin evita decepcionar sua adorada prima e esposa Emma (Jennifer Connelly), bastante religiosa, já que sua teoria desconsidera e até mesmo invalida partes dos textos sagrados da bíblia, o que nunca foi sua intenção.

Por quanto tempo mais ele vai ficar escondendo do mundo a mais poderosa das idéias?

O drama de Darwin e esposa se intensifica com a doença terminal de sua filha Annie, aumentando mais ainda o distanciamento do casal.

-x-

Interessantíssimo filme, que nos brinda com uma visão de como teria sido a fase pré publicação do "livro que matou Deus", A ORIGEM DAS ESPÉCIES, de Charles Darwin, o "Pai da Evolução".

O ótimo roteiro, baseado num livro de um tataraneto de Darwin, Randal Keynes, mostra um cientista ainda com alguma fé, mas tendo que contestá-la, numa sociedade bastante presa a antigos valores cristãos, em que, por exemplo um padre pode castigar filhos de fiéis, e nenhum questionamento deve ser emitido contra os princípios religiosos vigentes.

Darwin aos poucos é convencido por amigos que sua idéia, de que todos os seres evoluem, é a expressão da realidade, e termina com medo de que outro cientista, (Alfred Russell Wallace), publique uma teoria parecida primeiro que ele, então precisa decidir se lança logo seu livro.

O filme mostra o sofrimento daquela época, quanto às doenças ainda sem cura, e é doloroso assistir ao casal Darwin perder filhos em lenta agonia, o que ajuda a Charles a se posicionar mais duramente contra a religião já abalada.

O filme chega a ser tocante em alguns momentos, lacrimejante até, e ressalta mais o lado humano e simples de Charles Darwin do que seu lado científico, "frio e racional", como seria de se esperar.

Adorei a interpretação de Paul Bettany (parecidíssimo com o Darwin real), que aqui praticamente repete seu papel do naturalista do filme "O MESTRE DOS MARES", resenhado anteriormente no blog. 

Curiosidades:
Paul é casado com Jennifer Connelly.

O livro A ORIGEM DAS ESPÉCIES foi considerado o mais importante do milênio.

No lançamento em 1859, o livro se chamava "SOBRE A ORIGEM DAS ESPÉCIES POR MEIO DA SELEÇÃO NATURAL OU A PRESERVAÇÃO DE RAÇAS FAVORECIDAS NA LUTA PELA VIDA"

Nota 9

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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

MEU ESTILO DE RESENHAR

MEU ESTILO DE RESENHAR
Eu criei esse blog de resenhas porque eu mesmo sinto falta de textos mais humanos, mais positivos, menos técnicos e entojados, que falem um pouco mais do impacto da obra como um todo, as impressões sentidas, o que tocou, o quanto tocou... Então acho que deve ter muita gente por aí com a mesma carência.

Quero dizer também que somente escreverei sobre o que gostei MUITO, e acho recomendável. Essa é a explicação do porquê de as notas das obras resenhadas serem sempre altas: SUPRA-SUMO, BABY.

Sabe quando um amigo conta pro outro que acabou de assistir um filme maneirão, assim, e assado, e tá louco pra convencer o amigo a assistir também, para depois baterem papo sobre ele? ESSA É A IDEIA! (Mas sem spoilers!)

Eu quero que minhas resenhas sejam divertidas e instrutivas, e que o leitor ao terminar, pense seriamente em ver o filme ou  ler o livro ou gibi.

Obviamente tenho a noção de que gosto é subjetivo e o que emociona uma pessoa não necessariamente emocionará outra. Mas vale a tentativa, afinal todos temos vários "iguais" por aí...

Já se, por azar, perdi tempo vendo algo "meia-boca", jamais perderei tempo falando mal, até porque deve ter quem goste. Ele que convença os outros a ver a chatice.

Como todo mundo, eu acho que tenho bom gosto, mas a diferença é a minha atitude e consciência de procurar postar somente o que acho muito divertido ou emocionante, mesmo sabendo que não se contenta simultaneamente gregos e troianos.

É tão bom ler um bom texto entusiasmado sobre aquele assunto que gostamos! Mesmo que já tenhamos lido o livro, e gostado muito, é sempre muito bom ver outras opiniões positivas.

Sei que é disso que sinto falta quando procuro informação "humana" sobre algum livro, quadrinho ou filme na internet e só encontro "papo frio", geralmente, ou então resumos muito reduzidos, feitos às pressas, e muitas vezes com nariz empinado, dizendo que é tudo fraco ou ruim.

Adoro quando encontro alguém que acabou de ser arrebatado por alguma obra e que esteja destilando em seu texto a tentativa de traduzir suas emoções, em qualquer nível de profundidade.

Vou continuar sempre procurando boas resenhas para ler, e tal, mas agora PRIMEIRO escrevo a minha, DEPOIS leio a dos outros, para não me influenciar.

E assim vai... como tem muita coisa a ser feita de várias categorias, e meu tempo é curto, vou resenhando conforme for assistindo ou re-assistindo, lendo ou relendo no meu ritmo normal de consumidor de cultura.

Leio todo dia, vejo filme ou seriado todo dia, logo, de grão em grão...

Daqui a alguns anos, quando estiver aposentado, aumentarei bastante o ritmo, incluindo até seriados antigos...

Também aposentado, tentarei ler mais livros, o que é um pouco difícil, já que minha vida sempre foi uma maratona de leituras, mas nada me impede de ler algumas horas a mais por dia, após parar de trabalhar (2016-2017?).

Bem, no presente, viajo mais nos inéditos, mas ainda imagino resenhar quando REVER, quando tiver mais tempo a lista abaixo: 

SERIADOS:
OS SIMPSONS, CSI, 24HS, FUTURAMA, THE CLONE WARS, DEXTER, PERSUADERS, THE THUNDERBIRDS, OS NORMAIS, ENTRE TAPAS E BEIJOS, CURTAS DO CHAPLIN, HAROLD LLOYD, BUSTER KEATON, ETC...

HQS:
EPOPÉIA TRI, KRYPTA, THE DARK KNIGHT, O HOMEM SEM MEDO, ELEKTRA ASSASSINA

LIVROS:
SHERLOCK HOLMES (Todos), ARTHUR CLARKE (Todos), ISAAC ASIMOV (Todos)

FILMES:
SAGA STAR WARS, SAGA STAR TREK, SAGA MATRIX, LOTR...

Por isso que sempre digo:
QUERIA VIVER NO MÍNIMO MAIS UNS 300 ANOS...

terça-feira, 17 de setembro de 2013

RESENHAS: MEGAMENTE


MEGAMENTE - MEGAMIND
Ação, Aventura
EUA - 2010
Dir: Tom Mc Grath
Com Will Ferrel, Jonah Hill, Brad Pitt, Tina Fey

Dois seres alienígenas escapam ainda bebês da destruição de seus respectivos mundos, vindo cair na terra.
O problema é que enquanto um deles é adotado por magnatas numa mansão, e tudo dá certo para ele, virando o herói da cidade, o outro teve o azar de cair numa prisão, e cresceu um odiado supervilão.
Seu ódio pelo herói-escoteiro só aumenta, já que ainda por cima é apaixonado pela bela repórter, sempre salva de suas mãos pelo gostosão voador.
Mas uma surpresa aguarda a todos. Uma não, duas...

-x-

Megamente é uma animação de heróis das melhores que já vi! Está quase à altura do fabuloso OS INCRÍVEIS, e isso não é dizer pouco.

Divertidíssimo do início ao fim, a trama vai ficando melhor e melhor, sem cair na mesmice e sempre surpreendendo.

Morri de rir várias vezes, pois as tiradas de diversos personagens foram bem trabalhadas pela equipe de roteiristas, que fizeram bem o dever de casa.

Mesmo que não se aproveitasse a história, o desenho é repleto de ação, e das boas! É combate de superseres pra lá, ataque e destruição da cidade para cá. Muita correria e cenas hilárias formam o conjunto nota dez dessa joia da animação.

Como não uso notas fracionadas, não posso dar 9.5, então arredondarei para cima, igualando-o com os grandes.
Por ser tão divertido, cumprindo todo o papel possível para uma obra de entretenimento, o filme merece. 

Que venha o MEGAMENTE 2!

Nota 10

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RESENHA: LIVRO O GENE EGOISTA - RICHARD DAWKINS


O GENE EGOÍSTA - THE SELFISH GENE
Richard Dawkins - 1976

SINOPSE:
É um livro sobre ciências biológicas, em termos simples, para aquela pessoa intrigada com assuntos sobre evolução e comportamento.

O autor vai ao âmago da questão de maneira clara e sem rodeios, e com propriedade nos brinda com horas de leitura deliciosa, e extremamente instrutiva.


(Início do prólogo pelo fundador da Sociobiologia, Robert Trivers)
"O chimpanzé e os seres humanos compartilham cerca de 99,5 por cento de sua história evolutiva, no entanto a maioria dos pensadores humanos considera o chimpanzé uma excentricidade malformada e irrelevante, enquanto se vêem a si próprios como degraus para o Todo-poderoso"


(Richard Dawkins)

"Somos máquinas de sobrevivência – veículos robô programados cegamente para preservar as moléculas egoístas conhecidas como genes. Esta é uma verdade que ainda me enche de surpresa. Embora a conheça há anos, parece que nunca me acostumo completamente a ela. Um de meus desejos é ter algum sucesso em surpreender a outros"

Logo de início, Dawkins dá o tom de seu livro, dizendo que o escreveu tendo em mente três leitores imaginários sobre seu ombro: O leigo, o especialista e o estudante


"A Filosofia e as matérias conhecidas como "Humanidades" ainda são ensinadas quase como se Darwin
nunca houvesse existido. Sem dúvida, isto mudará com o tempo. De qualquer forma, este livro não pretende ser uma defesa geral do darwinismo. Em vez disto, ele explorará as conseqüências da teoria da evolução para uma questão específica. Meu propósito é examinar a biologia do egoísmo e do altruísmo."

"Não estou defendendo uma moralidade baseada na evolução. Estou dizendo como as coisas evoluíram."


"Minha própria impressão é que seria muito desagradável viver em uma sociedade humana baseada simplesmente na lei do gene de egoísmo implacável universal. Mas, infelizmente, não importa o quanto deploremos algo, este algo não deixa de ser verdadeiro"


"...se você desejar, como eu o desejo, construir uma sociedade na qual os indivíduos cooperem generosa e desinteressadamente para um bem comum, você poderá esperar pouca ajuda da natureza biológica..."


"...Tentemos ensinar generosidade e altruísmo, porque nascemos egoístas. Compreendamos o que nossos próprios genes egoístas tramam, porque assim, pelo menos, poderemos ter a chance de frustrar seus intentos, uma coisa que nenhuma outra espécie jamais aspirou fazer...."


"Em geral, os machos deveriam ter a tendência a serem mais promíscuos do que as fêmeas. Como a fêmea produz um número limitado de óvulos a uma velocidade relativamente baixa, ela tem pouco a ganhar em ter um grande número de copulações com machos diferentes. O macho, por outro lado, que pode produzir milhões de espermatozoides por dia, tem muito a ganharem ter tantos acasalamentos promíscuos quanto possa conseguir. Copulações em excesso poderão não custar muito, realmente, a uma fêmea, além de um pouco de tempo e energia desperdiçadas, mas não lhe dão nenhum benefício positivo.

Um macho, por outro lado, nunca terá tido copulações em número suficiente, sempre deverá procurar o maior número possível de fêmeas diferentes: a palavra excesso não tem significado para um macho."

"...A noção de fêmeas adiarem a copulação até que um macho mostre alguma evidência de fidelidade a longo prazo poderá soar familiar..."


"Quando uma mulher é descrita em uma conversa, provavelmente sua atratividade sexual, ou ausência dela, será proeminentemente mencionada; isto se dá seja o interlocutor um homem ou uma mulher. Quando um homem é descrito, os adjetivos usados provavelmente nada terão a ver com sexo."


"O que, afinal de contas, é tão especial a respeito dos genes? A resposta é que eles são replicadores"



Está dado o tom do livro. Com essas passagens do prólogo e do capítulo 1, podemos ver qual o grau de alcance das idéias, qual o grau de profundidade e poder de assuntos seminais como biologia, criação e evolução.

Dawkins cuidadosamente inicia se explicando, como que pedindo licença para invadir mentes conservadoras de incautos. Ele realmente não quer ser arrogante nem assustar ninguém. Bem diferente do estilo de seu futuro livro DEUS UM DELÍRIO, quando parece já não ter mais tanta paciência com a má vontade humana para aceitar algo tão básico.

Daí em diante, ele discorre sobre quem foram os REPLICADORES, sobre a "sobrevivência do mais apto", que ficaria melhor, como ele mesmo diz "sobrevivência do estável".

Entra em detalhes sobre as primeiras moléculas a se copiar, sobre os erros ao replicarem-se no caldo primitivo, a competição por elementos nutritivos, a formação da primeira célula, o início da seleção natural cumulativa, enfim a história do gene, do DNA. E por aí vai... sempre muito didático.

Lições importantes para todos os seres que querem entender o processo da evolução, o mais importante de nossas vidas. Quem não seria curioso? Como pode alguém não se interessar?

Idéias como "Fundo de Genes", "Comportamento Altruísta", "Máquina Gênica", "Investimento Parental", vão se clarificando em nossas mentes leigas, deixando tudo menos complexo.

Dawkins usa inúmeros exemplos comuns para explicar idéias aparentemente rebuscadas, mas que afinal são até fáceis de assimilar, tornando cada capítulo mais interessante que o outro.

É maravilhoso como diversos elementos da natureza que não entendíamos, passam logo a serem compreendidos, seja no mundo animal ou no nosso mundo social. Nunca mais olharemos a vida ao redor da mesma maneira...

Pelo menos comigo, reforçou em mim a atitude contemplativa, despertando ou acentuando sensibilidades sutis, que antes passavam despercebidas ao observar o mundo. Dá a maior vontade de escrever, traduzir tudo em música, sei lá! É a ciência estimulando os sentimentos, gerando poesia!


No capítulo 11, Dawkins introduz seu famoso conceito de MEME:

"...A transmissão cultural é análoga à transmissão genética no sentido de que embora seja basicamente conservadora, pode originar um tipo de evolução"


"O gene, a molécula de DNA, por acaso é a entidade replicadora mais comum em nosso planeta. Poderá haver outras. Se houver, desde que certas outras condições sejam satisfeitas, elas quase inevitavelmente tenderão a tornarem-se a base de um processo evolutivo"


"Mas temos que ir para mundos distantes a fim de encontrar outros tipos de replicadores e outros tipos resultantes de evolução? Acho que um novo tipo de replicador recentemente surgiu neste próprio planeta. Ele está nos encarando de frente. Ainda está em sua infância, vagueando desajeitadamente num caldo primordial, mas já está conseguindo uma mudança evolutiva a uma velocidade que deixa o velho gene muito atrás."


"O novo caldo é o caldo da cultura humana. Precisamos de um nome para o novo replicador, um substantivo que transmita a idéia de uma unidade de transmissão cultural, ou uma unidade de imitação. "Mimeme" provém de uma raiz grega adequada, mas quero um monossílabo que soe um pouco como "gene". Espero que meus amigos helenistas me perdoem se eu abreviar mimeme para meme. Se servir como consolo, pode-se, alternativamente, pensar que a palavra está relacionada a "memória", ou à palavra francesa même."


"Exemplos de memes são melodias, idéias, "slogans", modas do vestuário, maneiras de fazer potes ou de construir arcos. Da mesma forma como os genes se propagam no "fundo" pulando de corpo para corpo através dos espermatozoides ou dos óvulos, da mesma maneira os memes propagam-se no "fundo" de memes pulando de cérebro para cérebro por meio de um processo que pode ser chamado, no sentido amplo, de imitação"


"Quando você planta um meme fértil em minha mente, você literalmente parasita meu cérebro, transformando-o num veículo para a propagação do meme, exatamente como um vírus pode parasitar o mecanismo genético de uma célula hospedeira"


"Considere a ideia de Deus. Não sabemos como ela se originou no "fundo" de memes. Provavelmente originou-se muitas vezes por "mutação" independente. De qualquer forma, ela é realmente muito antiga. Como se replica? Pela palavra escrita e falada, auxiliada por música e arte estupendas."


"...se você contribui para a cultura mundial, se você tem uma boa ideia  compõe uma melodia, inventa uma vela de ignição ou escreve um poema, a ideia poderá sobreviver, intacta, muito tempo após seus genes terem se dissolvido no "fundo" comum. Sócrates poderá ter ou não genes vivos no mundo hoje, como G. C. Williams observou, mas quem se importa com isso? Os complexos de memes de Sócrates, Leonardo, Copérnico e Marconi ainda prosperam."


"...Somos construídos como máquinas gênicas e cultivados como máquinas mêmicas..."


Mas para mim, a frase mais marcante de todo o livro, a que causa mais impacto é:

"Talvez a consciência se origine quando a simulação que o cérebro faz do mundo se toma tão completa que precisa incluir um modelo de si mesma"

Leiam o livro! Na verdade, o assunto "pede" para ser lido em outros ótimos livros de Dawkins, como "O RELOJOEIRO CEGO" e "O RIO QUE SAIA DO ÉDEN", todos best-sellers mundiais.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

RESENHA: VIKINGS, OS CONQUISTADORES


VIKINGS, OS CONQUISTADORES - THE VIKINGS
EUA, 1958
Dir: Richard Fleisher
Com Kirk Douglas, Tony Curtis, Janet Leigh, Frank Thring

SINOPSE:
Após um ataque Viking aos saxões, uma nobre é engravidada pelo chefe Ragnar (Ernest Borgnine).

Anos depois, o menino já adulto Eric (Tony Curtis) precisa enfrentar seu irmão Viking Einar (Kirk Douglas), disputando entre batalhas o amor de uma mesma mulher, a princesa Morgana (Janet Leigh)

-x-
TONY CURTIS É DANNY WILDE, ERR... QUER DIZER... É ERIC, O VIKING.

Famosa história nórdica, já filmada diversas vezes, algumas passaram bastante nos cinemas brasileiro nos anos 70, como a versão italiana "Eric, o Viking" com Giuliano Gemma, cujo trailer vi muitas vezes, junto com os filmes do "Maciste" (um tipo de Hércules), tudo épico spaghetti.

Afinal, a versão americana é muito boa, com um roteiro reto, e bastante ação numa produção razoável, resultando em surpresa para mim, que por anos a fio fiquei sem assisti-lo, e agora digo que gostei do que vi. Valeu meu filho Ariel ter insistido.

Os personagens de Borgnine e Douglas são bastante divertidos, encarnando o espírito guerreiro e baderneiro dos beberrões invasores.

As lutas são bem violentas e criativas, além de bem dirigidas.

O assalto Viking ao castelo inglês no final é muito empolgante, recheado de boas cenas de guerra. O fã de batalhas antigas vai adorar.

Curiosidade: Kirk Douglas e Tony Curtis trabalhariam juntos e também lutando em Spartacus (1960) de Kubrick.

Nota 7

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RESENHA: HITCHCOCK

CLIQUE NA IMAGEM PARA DAR ZOOM

HITCHCOCK
Biografia, Drama
Eua - 2012
Dir. Sacha Gervasi
Com Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlett Johansson, Jessica Biel, James D´arcy

SINOPSE:
Alfred Hitchcock, consagrado mestre do suspense, tenta vender seu próximo filme aos estúdios, mas tem dificuldades devido ao estilo sanguinolento do livro em que se baseia, "Psicose", onde um psicótico assassino e enrustido homossexual se traveste da própria mãe, mantida morta numa cadeira.

Paralelamente, Hitchcock suspeita que sua adorada esposa, Alma, o esteja traindo, e sua saúde fraqueja, afetando o andamento do filme.

-x-

Para mim, fã de carteirinha do Hitchcock, o filme é perfeito, por recriar um grande momento da vida do velho mestre.

Achei muito legal ver os bastidores de um dos filmes mais famosos da história do cinema, Psicose, e ainda por cima, ver como surgiram as primeiras idéias, como foi decidido o tema, como escolheram os artistas, como Alma foi importante para a vida de Hitchcock.

É divertido ver (pimenta no dos outros...) o desespero de Hitchcock, quando passa a suspeitar das saídas de Alma com o chinfrim escritor Witfield Cook (Danny Huston).

Legal o filme mostrar que sem Alma, teríamos um Psicose diferente, e quem sabe quantos filmes mais ficaram diferentes também (para melhor), graças às suas intervenções.

Saborosas citações permeiam o filme, e é preciso ficar antenado o tempo todo.
ESSE NÃO PODE SER ANTHONY HOPKINS: MAS É!!!
Aliás, falando dos atores... G-E-N-I-A-L a caracterização de Anthony Hopkins, irreconhecível, como o velho e gordo Hitchcock. Oscar nele!

Também arrasa a sempre eficiente Helen Mirren, a qual sou fã de longa data. Ela passa sinceridade em tudo que faz. Grande atriz!
AS DUAS BELDADES JESSICA BIEL E SCARLETT JOHANSSON NA PRÉ-ESTRÉIA DO FILME

Preciso deixar claro que Scarlett Johansson é uma Janet Leigh MUUUITO mais gostosa! Dá de dez! Ou seja: ficou boa demais da conta! Até mesmo a normalmente boazuda Jessica Biel é eclipsada pela Scarlett.

Mas o que mais impressiona é James D´arcy caracterizado como o falecido Antony Perkins: PERFEITO! O rosto, os modos, os trejeitos... Ressuscitaram o cara! Ficou melhor que a caracterização do Hitchcock de Hopkins! Pena que aparece pouco!
AS BELDADES E O FANTASMA, DIGO, JAMES D´ARCY COMO ANTHONY PERKINS

Após os letreiros, uma pequena surpresa (eu sabia!) para os fãs do mestre do suspense.

Ai, ai! Deu a maior vontade de resenhar logo meus favoritos do Hitch. Preciso revê-los:

Os Pássaros, Janela Indiscreta, Psicose, O Homem Que Sabia Demais, Festim Diabólico, Frenesi, Um Corpo que Cai, Disque M Para Matar, Pacto Sinistro... Todos maravilhosos, todos aulas de cinema!

Nota 7

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