terça-feira, 11 de dezembro de 2012

RESENHA: BLU-RAY SPARTACUS DIGIBOOK






Recebi meu blu-ray em digibook de Spartacus, aquele épico maravilhoso com Kirk Douglas que não vejo a anos.

O formato digibook é perfeito para quem gosta de filmes e livros: É basicamente um livro, muito bem feito, bem ilustrado, até que com bastante texto, e com um disco do filme incrustrado dentro.

PERFEITO! (Bem, talvez devesse ter uma luva para proteger).
Á noite, após o jantar, fui assistir junto com meu filho Eldon, e logo mergulhamos naquele espetáculo audio-visual esplêndido. A imagem do menu caprichado está vibrante, já dando o tom do que vem por aí, com uma seleção de cenas do épico.

O filme abre com solenidade: Uma "overture" somente com a trilha sonora empolgante, enquanto aguardamos uns 4 minutos só "entrando no clima". Dá pra sentir um saborzinho de cinema. Na próxima farei pipocas.

Tudo está divino: O som, a imagem, a história... Não vou entregar o jogo: ASSISTAM! É basicamente a fuga de um escravo/gladiador que desafia o poderio de Roma. Não dá nem pra pensar em parar: a história é absorvente.

No final, lágrima nos olhos, eu disfarçando pra ninguém ver (aquele final... é covardia!), três horas e tanto se passaram e nem sentimos. Sentimos, sim, a pegada genial de Stanley Kubrick, aquele gênio imortal.

SPARTACUS, A SÉRIE:
Recentemente terminei de ver a terceira temporada da série televisiva Spartacus, e gostei também. MAS É OUTRA COISA!

Tem outra pegada, mas me surpreendeu. Tanto que quando eu soube que estavam fazendo a primeira temporada da série, eu ri e disse que era ridículo, e que eu não iria ver, e que quem quisesse saber da saga do personagem, que fosse ver o clássico do cinema.

Mas meu irmão Eduardo disse que valia a pena, me convenceu e fui assistir, e realmente me peguei gostando.

Pra começar, eles meio que homenageiam o filme do Kubrick, pois demonstram que o Spartacus da série é homônimo do antigo Spartacus, que atazanou os exércitos romanos. Daí já comecei a gostar da "humildade" do projeto, e de resto, os caras capricharam mesmo na trama, na violência (e tome mutilações e sangue digital), no sexo e na crueza de tudo, afinal, nos dando uma aula de como era a sociedade selvagem naqueles tempos violentos. Recomendo as três temporadas.

NOTA 10 (Para o filme e para a série)

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

LISTA: MEUS ÚLTIMOS LIVROS DE PAPEL

Resumirei a seguir, a última "remessa física" que comprei pela web e na última feira do livro aqui na minha cidade.

Já li todos esses até agora desde janeiro, nesse ano de 2012 até final de setembro:



OS ÚLTIMOS LIVROS DE PAPEL QUE EU LI... :cry:

01-A EXPEDIÇÃO SHACKLETON - Espetacular!!! Aqui vemos o quão longe pode resistir/chegar o espirito humano!


02-O DESCOBRIMENTO DAS ÍNDIAS (Diário de Vasco da Gama - Eduardo Bueno) - Uma viagem! Daria um superfilme de aventuras!

03-A COROA, A CRUZ E A ESPADA (Eduardo Bueno) - Esse daria uma longa minissérie aventuresca: Descobertas, canibalismo, corrupção, etc...

04-BIOGRAFIA DE STEPHEN HAWKING - Muito bom os detalhes da vida desse gênio...

05-A ESTRADA DO FUTURO - BILL GATES (1995) - Muito interessante ler depois de tanto tempo e mensurar/comparar as épocas. O cara é muito maneiro quando o "conhecemos de perto"

06-CARTAS DE GRACILIANO RAMOS - Uma viagem no tempo, onde conhecemos a vida cotidiana de Graciliano.

07-VIDAS SECAS (Graciliano Ramos) - Legal, mas quando parece que vai engrenar... ACABA!!!!

08-VERÍSSIMO:COMÉDIA DA VIDA PÚBLICA - As crônicas de um observador e comentador ferino de várias décadas.

09-DEUSES DA MITOLOGIA - Uma simples colagem de várias origens. Mas vale como "tudo-em-um" do assunto. Boas imagens.

10-MESTRES DA PINTURA - Dali

11-MESTRES DA PINTURA - Leonardo

12-MIL HISTÓRIAS SEM FIM - 2 volumes - (MALBA TAHAN) - Gostoso de ler, mas como somos enrolados com tanta ausência de finais!

13-NOITES NA TABERNA - MACÁRIO (ÁLVARES DE AZEVEDO) - É bom, mas prefiro suas poesias...

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:babando:O MEU INÍCIO NA "ERA DOS LIVROS DIGITAIS" 
Agora, de posse de um Tablet de 10 polegadas, vou preparar o início de uma nova era de leituras...


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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

RESENHA - BLUEBERRY 10 - O GENERAL DOS CABELOS AMARELOS


Álbum 10 - Le Général Tête jaune - General Golden Mane (C&G / 1971)
Sinopse:

Sendo obrigado a seguir em campanha de extermínio dos povos indígenas sob o comando do General Alliston, Blueberry passa por todo tipo de provação, enquanto tenta ficar vivo.

A cada combate, vemos um General enlouquecido dando ordens das mais estapafúrdias, onde vislumbramos que ele parece viver em um mundo imaginário de fantasias heróicas, atropelando a tudo e a todos em seu ódio cego.

Aproveitando a vantagem das estratégias tresloucadas do general, os índios se reagrupam e iniciam o confronto aos soldados desesperados.

Apesar de mergulhados numa perseguição desigual, Alliston ainda insiste em perseguir Blueberry, demonizando-o e culpando-o de tudo o que ocorre de ruim, chegando a dar-lhe ordem de fuzilamento por traição.

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Esses últimos episódios escritos por Charlier, têm uma característica em comum: Muitas vezes, personagens influentes, com poder de decisão e comando são completamente estúpidos, causando muita destruição ao seu redor.

Obviamente foram inspirados na vida real, onde todos já vimos personagens assim.

Isso nos obriga a meditar num assunto:
Por que pessoas tão idiotas conseguem tanto poder? Será que eles chegam "lá em cima" por pura impetuosidade ?

Pior que talvez sim, já que por PENSAREM POUCO e QUEREREM TANTO, terminam chegando aonde querem por pura "energia" de seus ímpetos, e consequente medo de seus antagonistas, que logo saem da sua frente, abrindo passagem, evitando confronto com tão tolo, porém perigoso ser.

Tais situações invocam o antigo adágio:

"Não deixai os que tem senso ficarem sujeitos aos que não tem"

Nota 10

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RESENHA: BLUEBERRY 09 - NA PISTA DOS SIOUX


Álbum 09 - La Piste des sioux - The Trail of the Sioux (Charlier & Giraud / 1971)
Sinopse:
Escapando da aventura anterior com o dinheiro da companhia, Blueberry o enterra antes de ser capturado pelo grupo de Steel Fingers, enquanto seus amigos Jim e Red retornam sãos e salvos à companhia.

Enlouquecido pela cobiça, Steel Fingers faz todo tipo de promessas aos índios, no intuito de ficar com todo o dinheiro dos malotes, enquanto caça por Blueberry.

Entre tantas idas e vindas, quando enfim Blueberry retorna sem o dinheiro, os trabalhadores da região o persegue para linchamento sumário, pois todas as "evidências" indicariam que ele roubou os malotes de pagamento.

Nesse meio tempo, as tropas do prepotente Gen. Allister, um sanguinário desprezível, chegam prontas a exterminarem as nações índias. Para evitar supresas, Alliston trata logo de se livrar de Blueberry, pacifista convicto, encarcerando-o para impedir suas ações anti-guerra.

Para Steel Fingers, tudo parece dar certo...

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Poucas vezes um herói foi tão injustiçado no mundo da ficção! Nesse episódio, vemos o Tenente lutar tanto, e tão bravamente... mas quase sem ser reconhecido. Seus esforços parecem vãos em meio ao caos do violento oeste e seus homens truculentos e selvagens.

A guerra vem à galope, não tem jeito! Sabemos que todo esforço tende a dar em nada, já que historicamente, conhecemos qual é o destino das nações indígenas.

Mesmo sem saber o que vai acontecer no desfecho no próximo número, podemos apenas afirmar uma coisa: Blueberry vai sofrer! E muito...

Nota 10

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

RESENHA: BLUEBERRY 08 - O HOMEM DO PUNHO DE FERRO


Álbum 08 - L'Homme aux poings d'acier - Steel
Fingers  (Charlier & Giraud / 1970)
Sinopse:
O avanço da construção da estrada de ferro está comprometido, depois de perderem o trem de mantimentos. Enquanto isso, massacres são perpetrados pelos índios nos arredores.

O Tenente Blueberry é incumbido, junto com o velho Jim McClure e o bom Red Neck, de ir buscar outro trem antes que a fome e o desespero chegue aos acampados.

O que Blueberry não sabia, era que o odiado bandido Steel Fingers estava solto e orquestrando uma ofensiva contra a companhia, se mancomunando com os índios, semeando mentiras, ódio e destruição.

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Um enredo muito bem amarrado, que nos mostra uma grande aventura totalmente inventada, mas carredada de cores realistas.

A longa e espetacular sequência do ataque ao trem é de tirar o fôlego, com praticamente todos os elementos de ação possíveis ocorrendo em frenética sequência, delineada com maestria por Charlier e bem graficamente registrada pela pena de Giraud.

Para nunca mais esquecer.

Nota: 10

RESENHA: BLUEBERRY 07 - O CAVALO DE FERRO


Álbum 07 - Le Cheval de fer - The Iron Horse (Charlier & Giraud / 1970)
Sinopse:
Convocado para ajudar nas negociações entre importante companhia de estradas de ferro e os índios, Blueberry se vê às voltas com seu novo vilão: Steelfingers, o Mão-de-Ferro, fascínora que faz parte de um bando de sabotadores contratados pela companhia rival para provocar instabilidades na tênue paz com as nações indígenas.

Uma tarefa relativamente fácil, provocar a guerra, é logo conseguida graças à matança de búfalos pelos bandidos, desencadeando a ira dos pele-vermelhas contra a linha férrea em construção.

Um violento ataque ao comboio com armas e alimentos é efetivado, deixando o acampamento da companhia com apenas poucos dias de víveres básicos.

Somente Blueberry tem a experiência para enfrentar tanta vilania orquestrada.

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Início de um novo arco, que se estende até o número 10, vemos mais uma vez, Blueberry suando a camisa, correndo contra o tempo e tentando a todo custo conter a formalização de uma guerra sangrenta entre brancos e índios.

Uma bela reconstituição de época, em cenários belíssimos, cheio de detalhes, verdadeiros quadros campestres, grandes palcos, onde vemos as duas companhias disputando o avanço por terras que afinal têm donos, tornando delicada a construção das estradas de ferro.

Aqui temos um vilão perigosíssimo, extremamente inteligente, àte à altura da argúcia de Blueberry, para deleite dos leitores.


Nota: 10

domingo, 21 de outubro de 2012

RESENHA: KEN PARKER 05 - CHEMAKO, AQUELE QUE NÃO SE LEMBRA


SINOPSE:
Vivendo sem memória na floresta, Ken Parker passa a conviver com os índios locais, se casando com a sqwaw Tecumseh e enfrentando violentos soldados, em meio a uma guerra encarniçada.

Nesse ambiente, Belle McKeever, uma jovem branca, esposa de um médico, sobrevive a um massacre de um grupo de soldados e é capturada para ser esposa índia.

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Mais um clássico, para muitos uma das melhores de G. Berardi, onde violência, lirismo e fortes emoções permeiam toda essa bela história, além de tudo divertida. Inesquecível...

O escritor mostra seu incrível poder de síntese: Como se consegue colocar tantos elementos em apenas 100 páginas? UMA EPOPÉIA!!!

Nota 10

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RESENHA: BLUEBERRY 06 - O HOMEM DA ESTRELA DE PRATA


Álbum 06 - L'Homme à l'étoile d'argent - The Man with the Silver Star (Charlier & Giraud / 1969)
Sinopse:
Graças ao bom velhinho Jim McClure, Blueberry é enviado de Fort Navajo para pacificar a cidade de Silver Creek, onde os violentos irmãos Bass aterrorizam a todos, matando os xerifes que assumem, mantendo a população submissa aos chefões locais.

Sempre implacável e cheio de truques, Blueberry cai como um raio sobre a bandidagem, mas sem sair dos contornos da lei. Simplesmente perfeito!


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Final do arco Fort Navajo, apesar de ser uma trama praticamente isolada dos 5 primeiros números, podemos considerar uma nova aventura, com princípio, meio e fim num só álbum.

Alternando momentos de tensão e de comédia, a história nos mostra o estilo durão de Blueberry com marginais impiedosos: Ele simplesmente sai prendendo todo mundo que precisa, se valendo de uma atitude tão poderosamente reta, que logo inspira confiança e consegue alguns ajudantes.

Mais uma vez, como na vida real, não podemos antever os acontecimentos, deixando o leitor repleto de expectativas, e um registro perene na memória.

Nota: 8

sábado, 20 de outubro de 2012

RESENHA: BLUEBERRY 05 - A PISTA DOS NAVAJOS


Álbum 05 - A Pista dos Navajos - La Piste des Navajos (Charlier & Giraud / 1969)
Sinopse:
Em talvez sua mais perigosa missão nesse arco, em seu clímax, Blueberry e seu novo parceiro, o divertido McCloud enfrentam de maneira suicida os obstáculos para sabotar um carregamento mexicano de munições aos apaches, ainda em pé de guerra.

Usando muitos subterfúgios, inteligência e muita lábia, Blueberry consegue arrastar vários personagens em suas idéias ousadas contra o violento bando do traficante Almendariz.

Ainda por cima, é preciso contactar o grande chefe Cochise, devolvendo-lhe o bastão e a mensagem de paz do presidente, sendo que Águia Solitária (Quanah, o caolho) vai fazer de tudo para que a guerra não seja interrompida.

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Do dramático e realista, ao escapista e aventuresco, Charlier nos roteiriza uma história repleta de nuances e temperos incomuns, nos deixando sem saber o que vai acontecer. Nada aqui é clichê ou óbvio, e o prazer da leitura atinge um nível insuperável.

A metade final, quando nossos heróis invadem a mina abandonada em San Feliu, nos remete aos seriados do início
do século 20 e aos filmes que os homenageiam, como os de Indiana Jones...

NOTA:10

RESENHA - BLUEBERRY 04 - O CAVALEIRO PERDIDO


Álbum 04 - Le Cavalier perdu - Mission to Mexico/The Lost Rider (Charlier e Giraud / 1968)
Sinopse:
Retornando de sua perigosa missão de trazer um telegrama do presidente com importantes instruções para o General Crook, o Tenente Craig cai em mãos apaches e é torturado para revelar o conteúdo cifrado, com a decisão presidencial que vai alterar o rumo da guerra iminente.

Em mais um momento de inspiração, Blueberry pede autorização para tentar resgatar o cavaleiro perdido, já que
não tinham mais nada a perder, com a guerra se aproximando e centenas de vidas prontas a serem ceifadas, valia a pena o esforço.

Numa segunda etapa, é preciso que Blueberry tente contato com o Tenente Crowie, já debandado para o lado apache, numa desesperada tentativa de ajudar a convencer o grande chefe Cochise de um acordo de paz.

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Contando apenas com seus dois fiéis amigos, o Tenente Crowie e o bom velhinho Jim McClure, Blueberry passa por tanto perigo quanto possível a um personagem, em meio a toneladas de perseguições e até mesmo torturas.

Blueberry, como sempre cheio de artimanhas, nos dá uma aula no bom estilo do faroeste de como perseguir pistas, além
 de como despistar os perseguidores.

Muitos novos personagens são apresentados nesse episódio. Temos um grupo de sulistas, liderados por Kinball e
Finlay, e o ainda maior e mais perigoso bando liderados pelo mexicano General Almendariz, que simplesmente decreta o enforcamento sumário de nosso herói.

Definitivamente, Blueberry agindo sempre de maneira altruista, parece sempre estar em situações cada vez mais
perigosas, fazendo dele, talvez o maior e mais contagiante dos bravos.

NOTA: 9