Satisfazendo a minha compulsão por resenhar e dar opinião sobre quase tudo, criei esse blog para registrar O QUE DE MAIS RELEVANTE E DIVERTIDO é produzido pela raça humana e que tenha me emocionado. Assim satisfaço minha outra compulsão: Compartilhar - AFINAL, É MUITO BOM FALAR DAS COISAS QUE GOSTAMOS. (Aliás, para filtrar somente um assunto, clique no final do texto, em MARCADORES, na palavra-chave desejada. Exemplo: Clique em LIVROS ou KEN PARKER para ver somente esse assunto)
terça-feira, 17 de setembro de 2013
RESENHAS: MEGAMENTE
MEGAMENTE - MEGAMIND
Ação, Aventura
EUA - 2010
Dir: Tom Mc Grath
Com Will Ferrel, Jonah Hill, Brad Pitt, Tina Fey
Dois seres alienígenas escapam ainda bebês da destruição de seus respectivos mundos, vindo cair na terra.
O problema é que enquanto um deles é adotado por magnatas numa mansão, e tudo dá certo para ele, virando o herói da cidade, o outro teve o azar de cair numa prisão, e cresceu um odiado supervilão.
Seu ódio pelo herói-escoteiro só aumenta, já que ainda por cima é apaixonado pela bela repórter, sempre salva de suas mãos pelo gostosão voador.
Mas uma surpresa aguarda a todos. Uma não, duas...
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Megamente é uma animação de heróis das melhores que já vi! Está quase à altura do fabuloso OS INCRÍVEIS, e isso não é dizer pouco.
Divertidíssimo do início ao fim, a trama vai ficando melhor e melhor, sem cair na mesmice e sempre surpreendendo.
Morri de rir várias vezes, pois as tiradas de diversos personagens foram bem trabalhadas pela equipe de roteiristas, que fizeram bem o dever de casa.
Mesmo que não se aproveitasse a história, o desenho é repleto de ação, e das boas! É combate de superseres pra lá, ataque e destruição da cidade para cá. Muita correria e cenas hilárias formam o conjunto nota dez dessa joia da animação.
Como não uso notas fracionadas, não posso dar 9.5, então arredondarei para cima, igualando-o com os grandes.
Por ser tão divertido, cumprindo todo o papel possível para uma obra de entretenimento, o filme merece.
Que venha o MEGAMENTE 2!
Nota 10
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RESENHA: LIVRO O GENE EGOISTA - RICHARD DAWKINS
O GENE EGOÍSTA - THE SELFISH GENE
Richard Dawkins - 1976
SINOPSE:
É um livro sobre ciências biológicas, em termos simples, para aquela pessoa intrigada com assuntos sobre evolução e comportamento.
O autor vai ao âmago da questão de maneira clara e sem rodeios, e com propriedade nos brinda com horas de leitura deliciosa, e extremamente instrutiva.
(Início do prólogo pelo fundador da Sociobiologia, Robert Trivers)
"O chimpanzé e os seres humanos compartilham cerca de 99,5 por cento de sua história evolutiva, no entanto a maioria dos pensadores humanos considera o chimpanzé uma excentricidade malformada e irrelevante, enquanto se vêem a si próprios como degraus para o Todo-poderoso"
(Richard Dawkins)
"Somos máquinas de sobrevivência – veículos robô programados cegamente para preservar as moléculas egoístas conhecidas como genes. Esta é uma verdade que ainda me enche de surpresa. Embora a conheça há anos, parece que nunca me acostumo completamente a ela. Um de meus desejos é ter algum sucesso em surpreender a outros"
Logo de início, Dawkins dá o tom de seu livro, dizendo que o escreveu tendo em mente três leitores imaginários sobre seu ombro: O leigo, o especialista e o estudante
"A Filosofia e as matérias conhecidas como "Humanidades" ainda são ensinadas quase como se Darwin nunca houvesse existido. Sem dúvida, isto mudará com o tempo. De qualquer forma, este livro não pretende ser uma defesa geral do darwinismo. Em vez disto, ele explorará as conseqüências da teoria da evolução para uma questão específica. Meu propósito é examinar a biologia do egoísmo e do altruísmo."
"Não estou defendendo uma moralidade baseada na evolução. Estou dizendo como as coisas evoluíram."
"Minha própria impressão é que seria muito desagradável viver em uma sociedade humana baseada simplesmente na lei do gene de egoísmo implacável universal. Mas, infelizmente, não importa o quanto deploremos algo, este algo não deixa de ser verdadeiro"
"...se você desejar, como eu o desejo, construir uma sociedade na qual os indivíduos cooperem generosa e desinteressadamente para um bem comum, você poderá esperar pouca ajuda da natureza biológica..."
"...Tentemos ensinar generosidade e altruísmo, porque nascemos egoístas. Compreendamos o que nossos próprios genes egoístas tramam, porque assim, pelo menos, poderemos ter a chance de frustrar seus intentos, uma coisa que nenhuma outra espécie jamais aspirou fazer...."
"Em geral, os machos deveriam ter a tendência a serem mais promíscuos do que as fêmeas. Como a fêmea produz um número limitado de óvulos a uma velocidade relativamente baixa, ela tem pouco a ganhar em ter um grande número de copulações com machos diferentes. O macho, por outro lado, que pode produzir milhões de espermatozoides por dia, tem muito a ganharem ter tantos acasalamentos promíscuos quanto possa conseguir. Copulações em excesso poderão não custar muito, realmente, a uma fêmea, além de um pouco de tempo e energia desperdiçadas, mas não lhe dão nenhum benefício positivo.
Um macho, por outro lado, nunca terá tido copulações em número suficiente, sempre deverá procurar o maior número possível de fêmeas diferentes: a palavra excesso não tem significado para um macho."
"...A noção de fêmeas adiarem a copulação até que um macho mostre alguma evidência de fidelidade a longo prazo poderá soar familiar..."
"Quando uma mulher é descrita em uma conversa, provavelmente sua atratividade sexual, ou ausência dela, será proeminentemente mencionada; isto se dá seja o interlocutor um homem ou uma mulher. Quando um homem é descrito, os adjetivos usados provavelmente nada terão a ver com sexo."
"O que, afinal de contas, é tão especial a respeito dos genes? A resposta é que eles são replicadores"
Está dado o tom do livro. Com essas passagens do prólogo e do capítulo 1, podemos ver qual o grau de alcance das idéias, qual o grau de profundidade e poder de assuntos seminais como biologia, criação e evolução.
Dawkins cuidadosamente inicia se explicando, como que pedindo licença para invadir mentes conservadoras de incautos. Ele realmente não quer ser arrogante nem assustar ninguém. Bem diferente do estilo de seu futuro livro DEUS UM DELÍRIO, quando parece já não ter mais tanta paciência com a má vontade humana para aceitar algo tão básico.
Daí em diante, ele discorre sobre quem foram os REPLICADORES, sobre a "sobrevivência do mais apto", que ficaria melhor, como ele mesmo diz "sobrevivência do estável".
Entra em detalhes sobre as primeiras moléculas a se copiar, sobre os erros ao replicarem-se no caldo primitivo, a competição por elementos nutritivos, a formação da primeira célula, o início da seleção natural cumulativa, enfim a história do gene, do DNA. E por aí vai... sempre muito didático.
Lições importantes para todos os seres que querem entender o processo da evolução, o mais importante de nossas vidas. Quem não seria curioso? Como pode alguém não se interessar?
Idéias como "Fundo de Genes", "Comportamento Altruísta", "Máquina Gênica", "Investimento Parental", vão se clarificando em nossas mentes leigas, deixando tudo menos complexo.
Dawkins usa inúmeros exemplos comuns para explicar idéias aparentemente rebuscadas, mas que afinal são até fáceis de assimilar, tornando cada capítulo mais interessante que o outro.
É maravilhoso como diversos elementos da natureza que não entendíamos, passam logo a serem compreendidos, seja no mundo animal ou no nosso mundo social. Nunca mais olharemos a vida ao redor da mesma maneira...
Pelo menos comigo, reforçou em mim a atitude contemplativa, despertando ou acentuando sensibilidades sutis, que antes passavam despercebidas ao observar o mundo. Dá a maior vontade de escrever, traduzir tudo em música, sei lá! É a ciência estimulando os sentimentos, gerando poesia!
No capítulo 11, Dawkins introduz seu famoso conceito de MEME:
"...A transmissão cultural é análoga à transmissão genética no sentido de que embora seja basicamente conservadora, pode originar um tipo de evolução"
"O gene, a molécula de DNA, por acaso é a entidade replicadora mais comum em nosso planeta. Poderá haver outras. Se houver, desde que certas outras condições sejam satisfeitas, elas quase inevitavelmente tenderão a tornarem-se a base de um processo evolutivo"
"Mas temos que ir para mundos distantes a fim de encontrar outros tipos de replicadores e outros tipos resultantes de evolução? Acho que um novo tipo de replicador recentemente surgiu neste próprio planeta. Ele está nos encarando de frente. Ainda está em sua infância, vagueando desajeitadamente num caldo primordial, mas já está conseguindo uma mudança evolutiva a uma velocidade que deixa o velho gene muito atrás."
"O novo caldo é o caldo da cultura humana. Precisamos de um nome para o novo replicador, um substantivo que transmita a idéia de uma unidade de transmissão cultural, ou uma unidade de imitação. "Mimeme" provém de uma raiz grega adequada, mas quero um monossílabo que soe um pouco como "gene". Espero que meus amigos helenistas me perdoem se eu abreviar mimeme para meme. Se servir como consolo, pode-se, alternativamente, pensar que a palavra está relacionada a "memória", ou à palavra francesa même."
"Exemplos de memes são melodias, idéias, "slogans", modas do vestuário, maneiras de fazer potes ou de construir arcos. Da mesma forma como os genes se propagam no "fundo" pulando de corpo para corpo através dos espermatozoides ou dos óvulos, da mesma maneira os memes propagam-se no "fundo" de memes pulando de cérebro para cérebro por meio de um processo que pode ser chamado, no sentido amplo, de imitação"
"Quando você planta um meme fértil em minha mente, você literalmente parasita meu cérebro, transformando-o num veículo para a propagação do meme, exatamente como um vírus pode parasitar o mecanismo genético de uma célula hospedeira"
"Considere a ideia de Deus. Não sabemos como ela se originou no "fundo" de memes. Provavelmente originou-se muitas vezes por "mutação" independente. De qualquer forma, ela é realmente muito antiga. Como se replica? Pela palavra escrita e falada, auxiliada por música e arte estupendas."
"...se você contribui para a cultura mundial, se você tem uma boa ideia compõe uma melodia, inventa uma vela de ignição ou escreve um poema, a ideia poderá sobreviver, intacta, muito tempo após seus genes terem se dissolvido no "fundo" comum. Sócrates poderá ter ou não genes vivos no mundo hoje, como G. C. Williams observou, mas quem se importa com isso? Os complexos de memes de Sócrates, Leonardo, Copérnico e Marconi ainda prosperam."
"...Somos construídos como máquinas gênicas e cultivados como máquinas mêmicas..."
Mas para mim, a frase mais marcante de todo o livro, a que causa mais impacto é:
"Talvez a consciência se origine quando a simulação que o cérebro faz do mundo se toma tão completa que precisa incluir um modelo de si mesma"
Leiam o livro! Na verdade, o assunto "pede" para ser lido em outros ótimos livros de Dawkins, como "O RELOJOEIRO CEGO" e "O RIO QUE SAIA DO ÉDEN", todos best-sellers mundiais.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
RESENHA: VIKINGS, OS CONQUISTADORES
VIKINGS, OS CONQUISTADORES - THE VIKINGS
EUA, 1958
Dir: Richard Fleisher
Com Kirk Douglas, Tony Curtis, Janet Leigh, Frank Thring
SINOPSE:
Após um ataque Viking aos saxões, uma nobre é engravidada pelo chefe Ragnar (Ernest Borgnine).
Anos depois, o menino já adulto Eric (Tony Curtis) precisa enfrentar seu irmão Viking Einar (Kirk Douglas), disputando entre batalhas o amor de uma mesma mulher, a princesa Morgana (Janet Leigh)
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| TONY CURTIS É DANNY WILDE, ERR... QUER DIZER... É ERIC, O VIKING. |
Famosa história nórdica, já filmada diversas vezes, algumas passaram bastante nos cinemas brasileiro nos anos 70, como a versão italiana "Eric, o Viking" com Giuliano Gemma, cujo trailer vi muitas vezes, junto com os filmes do "Maciste" (um tipo de Hércules), tudo épico spaghetti.
Afinal, a versão americana é muito boa, com um roteiro reto, e bastante ação numa produção razoável, resultando em surpresa para mim, que por anos a fio fiquei sem assisti-lo, e agora digo que gostei do que vi. Valeu meu filho Ariel ter insistido.
Os personagens de Borgnine e Douglas são bastante divertidos, encarnando o espírito guerreiro e baderneiro dos beberrões invasores.
As lutas são bem violentas e criativas, além de bem dirigidas.
O assalto Viking ao castelo inglês no final é muito empolgante, recheado de boas cenas de guerra. O fã de batalhas antigas vai adorar.
Curiosidade: Kirk Douglas e Tony Curtis trabalhariam juntos e também lutando em Spartacus (1960) de Kubrick.
Nota 7
RESENHA: HITCHCOCK
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| CLIQUE NA IMAGEM PARA DAR ZOOM |
HITCHCOCK
Biografia, Drama
Eua - 2012
Dir. Sacha Gervasi
Com Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlett Johansson, Jessica Biel, James D´arcy
SINOPSE:
Alfred Hitchcock, consagrado mestre do suspense, tenta vender seu próximo filme aos estúdios, mas tem dificuldades devido ao estilo sanguinolento do livro em que se baseia, "Psicose", onde um psicótico assassino e enrustido homossexual se traveste da própria mãe, mantida morta numa cadeira.
Paralelamente, Hitchcock suspeita que sua adorada esposa, Alma, o esteja traindo, e sua saúde fraqueja, afetando o andamento do filme.
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Para mim, fã de carteirinha do Hitchcock, o filme é perfeito, por recriar um grande momento da vida do velho mestre.
Achei muito legal ver os bastidores de um dos filmes mais famosos da história do cinema, Psicose, e ainda por cima, ver como surgiram as primeiras idéias, como foi decidido o tema, como escolheram os artistas, como Alma foi importante para a vida de Hitchcock.
É divertido ver (pimenta no dos outros...) o desespero de Hitchcock, quando passa a suspeitar das saídas de Alma com o chinfrim escritor Witfield Cook (Danny Huston).
Legal o filme mostrar que sem Alma, teríamos um Psicose diferente, e quem sabe quantos filmes mais ficaram diferentes também (para melhor), graças às suas intervenções.
Saborosas citações permeiam o filme, e é preciso ficar antenado o tempo todo.
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| ESSE NÃO PODE SER ANTHONY HOPKINS: MAS É!!! |
Também arrasa a sempre eficiente Helen Mirren, a qual sou fã de longa data. Ela passa sinceridade em tudo que faz. Grande atriz!
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| AS DUAS BELDADES JESSICA BIEL E SCARLETT JOHANSSON NA PRÉ-ESTRÉIA DO FILME |
Preciso deixar claro que Scarlett Johansson é uma Janet Leigh MUUUITO mais gostosa! Dá de dez! Ou seja: ficou boa demais da conta! Até mesmo a normalmente boazuda Jessica Biel é eclipsada pela Scarlett.
Mas o que mais impressiona é James D´arcy caracterizado como o falecido Antony Perkins: PERFEITO! O rosto, os modos, os trejeitos... Ressuscitaram o cara! Ficou melhor que a caracterização do Hitchcock de Hopkins! Pena que aparece pouco!
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| AS BELDADES E O FANTASMA, DIGO, JAMES D´ARCY COMO ANTHONY PERKINS |
Após os letreiros, uma pequena surpresa (eu sabia!) para os fãs do mestre do suspense.
Ai, ai! Deu a maior vontade de resenhar logo meus favoritos do Hitch. Preciso revê-los:
Os Pássaros, Janela Indiscreta, Psicose, O Homem Que Sabia Demais, Festim Diabólico, Frenesi, Um Corpo que Cai, Disque M Para Matar, Pacto Sinistro... Todos maravilhosos, todos aulas de cinema!
Nota 7
terça-feira, 10 de setembro de 2013
RESENHA: GUERRA MUNDIAL Z
GUERRA MUNDIAL Z - WORLD WAR Z
GUERRA MUNDIAL Z - WORLD WAR Z
Terror, Ação, Aventura
Dir. Marc Foster
EUA - 2013
Com Brad Pitt, Mireille Enos, Daniella Kertesz
SINOPSE:
Uma virose ultrarrápida que transforma as pessoas em zumbis violentíssimos, começa a se espalhar no planeta, e um agente especial das Nações Unidas, Gerry Lane (Brad Pitt) é convocado para investigar o provável local da origem da praga.
Seguindo as pistas da doença, ele viaja dos Estados Unidos para a Coréia do Sul, Jerusalém e País de Gales, na esperança de descobrir uma cura, enquanto hordas de monstros dizimam a raça humana, em verdadeiras ondas transbordantes de ataque canibal.
Uma missão aparentemente impossível.
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| OBSTINADOS COMO FORMIGAS, SOBEM UNS NOS OUTROS! |
Um ótimo "filme de zumbi", prato cheio para quem, como eu, adora o assunto.
Cada vez inventam zumbis mais assustadores nos diversos filmes, mas esses aqui são dos piores que já vi até agora.
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| A VELOZ E FEROZ MAÇAROCA DE ZUMBIS, ATROPELANDO A TUDO E A TODOS! MANEIRO! |
O som dos guinchos é arrepiante (é de alguma mistura de animais, talvez aves...), e é ponto positivo na criatividade dos realizadores, sempre caprichando no que podem, para assustar a galera.
Vai ter muita mulher que além de tapar os olhos, vai ter que dar um jeito e tapar os ouvidos também!
Os efeitos com os personagens digitais em multidão (em ondas!) são muito convincentes, e realmente impressionam o espectador, que boquiaberto certamente jamais viu tais cenas.
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| ELES VÊM E VÊM E VÊM E VÊM, COMO UMA ONDA... |
As sequencias de ação são vigorosas e assustadoras, verdadeira correria com vagalhões de demoníacos zumbis, muita matança e desespero dos pobres mortais que mal podem correr eficientemente e logo morrem, como cordeirinhos entre lobos - SEM CHANCES!
O quanto eu não pagaria para ver os detalhes, um making of completo com filmagens, efeitos, edição, etc.
Talvez o melhor filme de zumbi já realizado. No mínimo fica em pé de igualdade com os melhores.
Nota 10
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| CARTAZ BRASILEIRO (CLIQUEM E OLHEM DE PERTO E VEJA OS ZUMBIS SUBINDO NOS PRÉDIOS!) |
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RESENHA: DVD SHOW LULU SANTOS AO VIVO - MTV - 2004
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| CAPA DO DVD (INFELIZMENTE NÃO PRODUZIRAM EM BLU-RAY AINDA) |
LULU SANTOS AO VIVO, MTV - 2004
Após dois ótimos dvds acústicos, estava fazendo falta o dvd óbvio: Um ao vivo, com todo o esplendor possível do Lulu, sua guitarra e a química com o público. É ROCK & ROLL brasileiro da melhor qualidade, com aquele tempero misto que só o Lulu Santos sabe fazer.
Foi nesse dvd que conheci a techno "Chega de Dogma", que só sei ouvir bem alto. ALUCINANTE!
Agora o próximo passo lógico: UM BLU-RAY da mesma estirpe, porém com imagem e som estrondante.
LISTA DAS CANÇÕES:
1. Condição
2. Toda Forma de Amor
3. Um Certo Alguém
4. O Último Romântico
5. Sincero
6. Adivinha O Quê
7. Tudo com Você
8. Tempos Modernos
9. Sábado a Noite
10. A Cura
11. Apenas Mias uma de Amor
12. Tudo Bem
13. Aviso aos Navegantes
14. Tudo Igual
15. Assim Caminha a Humanidade
16. Já É!
17. Chega de Dogma
18. Descobridor dos Sete Mares
19. Minha Vida
20. Como uma Onda
21. Sem Nunca dar Adeus
22. Casa
Nota 10
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terça-feira, 3 de setembro de 2013
RESENHA - TINA TURNER - HOLANDA 2009 - BLU-RAY
TINA TURNER 2009
Arrepiante e imperdível show da poderosa Tina Turner!
Gravado na turnê de 2009 na Holanda, Tina canta seus principais sucessos, e mostra que sua voz somente melhora com a idade.
Show a parte, 4 bailarinas lindíssimas, com performances de cair o queixo! Principalmente a mais alta delas, a brasileira Ferly Prado, de longe a que mais chama a atenção.
Sua dança é de corpo e alma, e realizada com tal animação, com tal afetação, que seu rosto se transtorna lindamente, emanando o mais puro prazer.
Nota 10
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| FERLY PRADO, GATINHA BRASILEIRA |
RESENHA: LIVRO - O RELOJOEIRO CEGO - Richard Dawkins
O RELOJOEIRO CEGO - BLIND WATCHMAKER
A teoria da evolução contra o desígnio divino
Richard Dawkins - 1986
SINOPSE:Um livro importante para quem quer entender melhor os argumentos prós e contras a Teoria da Evolução, única aceita pela ciência para explicar a origem e evolução das espécies na terra.
A teoria de Charles Darwin, de tão poderosa e completa, e hoje totalmente confirmada, mais de uma vez e inclusive pela ciência genética, veio "salvar" muitos ateus, já que agora, indubitavelmente eles têem um argumento "palpável" contra o desígnio divino, coisa que antes ficava somente no disse-me-disse filosófico.
Conforme vemos numa passagem:
Antes de Darwin, um ateu poderia ter afirmado, pautando-se em Hume: "Não tenho explicação para a complexidade do design dos seres vivos. Tudo o que sei é que Deus não é uma boa explicação, portanto devemos aguardar e esperar que alguém avente algo melhor"
O livro é recheado de exemplos práticos, que ajudam à compreensão das idéias mais rebuscadas, onde Dawkins esbanja de analogias interessantes e esclarecedoras.
Não é um livro técnico, e o leitor comum não terá dificuldades de sair dessa imersão como um biólogo evolucionista honorário.
O estrago às religiões é inevitável, já que não dá para ao mesmo tempo considerar as duas hipóteses como verdadeiras. É uma questão de escolha decidir-se por realidade ou ilusão.
Aliás, eu não entendo biólogo religioso, ou padres que alegam terem "estudado" biologia, além de teologia. NÃO TEM NADA A VER... e nada se pode fazer quanto a isso. Fica o mistério... de Darwin para Freud.
Adorei toda a parte sobre a eco-localização dos morcegos e de outros animais, que também desenvolveram paralelamente poder parecido, graças às mesmas condições de escuridão e consequente impedimento de usar a visão por luz. Interessantíssimo mesmo!
O livro entra em detalhes do desenvolvimento dos olhos, onde a explicação darwiniana satisfaz a todos os aspectos, em detrimento de qualquer outra teoria.
Algumas passagens que me chamaram a atenção.
"...A seleção natural é o relojoeiro cego, cego porque não prevê, não planeja conseqüências, não tem propósito em vista. Mas os resultados vivos da seleção natural nos deixam pasmos porque parecem ter sido estruturados por um relojoeiro magistral, dando uma ilusão de desígnio e planejamento. O propósito deste livro é resolver esse paradoxo de modo satisfatório para o leitor..."
"...Como um órgão tão complexo poderia ter evoluído?" Isso não é um argumento, é apenas uma expressão de incredulidade. A meu ver, essa incredulidade intuitiva que tende a existir em todos nós em se tratando do que Darwin denominou órgãos de extrema perfeição e complexidade tem duas razões. Primeiramente, não somos capazes de uma apreensão intuitiva do vasto tempo à disposição da mudança evolutiva. Muitos céticos a respeito da seleção natural estão dispostos a aceitar que ela é capaz de introduzir pequenas mudanças, como a cor escura que evoluiu em várias espécies de mariposas a partir da revolução Industrial..."
É mágico entendermos que depois que as paredes e chaminés escureceram com a fuligem do carvão produzida pela revolução industrial, a seleção natural, apesar de uma ajuda artificial, eliminou as mariposas de cor clara, simplesmente porque elas não mais conseguiam se esconder de seus predadores, deixando o domínio para as de cor escura. É ASSIM QUE A EVOLUÇÃO FUNCIONA, MINHA GENTE! E tudo isso num tempo curtíssimo! Imaginem essas forças agindo em BILHÕES DE ANOS?
Dawkins nos relata suas "brincadeiras" com um programa que ele mesmo desenvolveu para simular a aleatoriedade das mutações e o consequente impacto nas gerações futuras de seu mundinho virtual, imprimindo interessantes formas evoluídas, os biomorfos, numa parábola do que acontece em escala muito maior.
Mais adiante, temos interessante citação de Darwin: (em A origem das espécies)
"Se fosse possível demonstrar que existiu algum órgão complexo que não poderia absolutamente ter sido formado por numerosas e sucessivas modificações pequenas, minha teoria cairia por terra."
E continuando com Dawkins:
"Cento e vinte e cinco anos depois, sabemos muito mais a respeito dos animais e plantas do que Darwin sabia, e ainda assim não conheço um único caso de um órgão complexo que não pudesse ter sido formado senão por numerosas e sucessivas modificações pequenas"
Sexo e altruísmo, Feedback positivo, Puntuacionismo, taxonomia, cladismo, neutralismo, mutacionismo, teoria lamarckiana, criacionismo... Darwin nos leva a todos os raciocínios, nos deixando realmente familiarizados com o que há de pertinente para o melhor entendimento da realidade.
Ficamos cônscios que a única explicação para a vida na terra não é nada mais que a replicação com mutação aleatória cumulativa no decorrer de bastante tempo.
Ficamos com a verdadeira noção do tempo abismal que leva para que todo o processo seja possível, para que, por exemplo, um (quase perfeito) olho seja formado, esvaindo-se de vez, para o leitor incauto, qualquer idéia de criação pronta.
Nas palavras de Dawkins:
"Domesticar" o acaso significa dividir o muito improvável em pequenos componentes menos improváveis organizados em séries.
Não importa quanto seja improvável que um X possa ter surgido de um Y em um único passo, sempre é possível conceber uma série de intermediários infinitesimalmente graduados entre eles.
Por mais improvável que uma mudança em grande escala possa ser, mudanças menores são menos improváveis.
E, contanto que postulemos uma série grande o bastante de intermediários em uma graduação suficientemente pequena, seremos capazes de derivar qualquer coisa de qualquer outra coisa, sem invocar improbabilidades astronômicas.
Temos permissão para fazer isso somente se houver decorrido tempo suficiente para encaixar todos os intermediários.
E também somente se houver um mecanismo para guiar cada passo em alguma direção especifica; caso contrario, a seqüência de passos se extraviará numa interminável caminhada aleatória."
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| A RAZÃO ESPERA POR VOCÊ! |
Quem é contra a teoria da evolução, é porque não a entendeu, e geralmente acha logo que ela se baseia em que "é tudo aleatório", o que não é verdade.
Quem não se interessar em entendê-la, estará condenado a pensar errado para sempre.
LEIAM!
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
RESENHA: O GRANDE MOTIM
O GRANDE MOTIM - MUTINI ON THE BOUNTY
Aventura, Drama, História
EUA - 1935
Diretor: Frank Lloyd
Com Charles Laughton, Clark Gable, Franchot Tone
Oscar de melhor filme de 1935
O navio inglês HMS Bounty parte numa missão de 2 anos para as longínquas e paradisíacas ilhas do Taiti, com o objetivo de buscar mudas de fruta-pão para servir de alimento barato para escravos.
À bordo, logo o inferno se instaura na tripulação, pois o tirânico capitão Bligh (Charles Naughton, perfeito!) leva tudo com pesada mão de ferro.
Para ele, tudo é motivo para punição, e é super normal o chicote cantar nas costas de algum infeliz.
O moral cada vez fica mais baixo, ainda mais quando há indícios de que o impoluto capitão Blight não é assim tão perfeito, em termos de caráter.
O Tenente Fletcher Christian (Clark Gable) começa a entrar em confronto com o cruel capitão, pois seu estilo de disciplina não prevê castigos físicos, e logo também é perseguido.
Logo, dois grupos distintos habitam o navio, cada um de um lado, e assim, o clima de um grande motim está formado.
O que assistimos daí em diante, são as consequências...
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Segunda versão do fatídico (a primeira é uma obscura versão Australiana de 1916) e verídico motim que ocorreu em 1787, quando seus efeitos nefastos afetaram as normas navais para sempre, melhorando assim as condições de vida dos marinheiros.
A história é tão boa, tão recheada de elementos dramáticos que teve mais duas refilmagens: O GRANDE MOTIM - MUTINY ON THE BOUNTY (1962) e REBELIÃO EM ALTO MAR - THE BOUNTY (1984), as quais eu ainda não sei qual a melhor, já que sempre que assisto a uma delas, logo assisto às outras duas.
Curiosidade: Parece que o colérico capitão Bligh esteve envolvido em pelo menos mais dois motins! Que figura, hein?
Nota 8
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013
RESENHA: STAR TREK ALÉM DA ESCURIDÃO
STAR TREK - ALÉM DA ESCURIDÃO - INTO THE DARKNESS
Ficçã Científica, Ação, Aventura
Dir. J.J. Abrams
EUA - 2013
Com Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana, Benedict Cumberbatch
SINOPSE:
Após um atentado à cúpula da frota, em São Francisco, em que morre entre outros, o Capitão Pike, um revoltado Capitão Kirk é incumbido de encontrar e eliminar o poderoso terrorista, que aparentemente agiu sozinho.
Assim antes de sua famosa missão exploratória de cinco anos, a lendária nave Enterprise e seus tripulantes precisam cumprir ordens militares.
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Eficiente como filme de ação e ficção-científica, esse décimo segundo exemplar da franquia STAR TREK consegue manter a atenção, tanto dos fans veteranos (ainda que meio ressabiados pelo estilo non-stop) quanto do expectador mais jovem, e ainda não iniciado nesse universo espacial futurista, criado pelo genial Gene Roddenberry.
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| QUANDO VAI PARAR DE CHOVER NA HORTA DO CAP. KIRK? |
Não curto tanto o personagem Spock (Zachary Quinto, ótimo) ser mais "emocional" que o antigo, mas eu fantasio que é porque ele ainda é muito jovem, e seu lado humano suplanta o lado Vulcano, frio e racional.
Acho que tudo bem que o diretor Abrahan não queria enfrentar as firulas que enfrentaria se mantivesse a linha temporal original, e optasse por essa "realidade alternativa" mais cômoda para criar novas sagas, tanto nos longas-metragens quanto nas possíveis séries futuras.
Só achei que pegaram pesado em por exemplo, na versão de 2009, ao EXPLODIREM O PLANETA VULCANO! Achei muita ousadia! É certamente cortar possibilidades, e isso não é prudente fazer.
NOTA 7
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