quinta-feira, 2 de maio de 2013

RESENHA: AKIRA (HQ, DESENHO E FILME)




AKIRA - de Katsuhiro Otomo
Corria a década de 90, e eu vi uma propaganda sobre uma animação japonesa, onde o trailer mostrava uma batalha de gangues motorizadas, em velocidade vertiginosa, o pau comendo solto, aparentemente de uma violência jamais vista num desenho.

O desenho era AKIRA, de Katsuhiro Otomo, de 1988, baseado num longo mangá de sucesso.

Eu fiquei fissurado, e terminei alugando uma fita VHS, e fiquei doido!!!!

Além de muita ação, do tipo realista, a história era complexa e envolvia um futuro detonado, onde uma obscura Tóquio semidestruída era mostrada com uma gigantesca cicatriz, uma enorme cratera de impacto nuclear..

Tinha um negócio de experiências militares com crianças cobaias desenvolvendo poderes telecinéticos, tinha revoltas populares com quebra-quebra e porradaria generalizada, muita destruição e mistério acerca de um paranormal chamado Akira que não podia despertar de jeito nenhum, de tão perigoso que era.

Deu logo para ver que tudo era novidade. As concepções de Otomo eram bastante arrojadas. O cara conseguiu só nessa obra prima, lançar diversas imagens ícones, que jamais sairão da memória do fã. e ainda fez escola.

Obviamente virei fã, e quando a revista chegou no Brasil, era em muitos números, e eu nunca consegui acompanhar. Era uma era sem internet, e as citações eram bastante esparsas.

Durante alguns anos, nada foi publicado aqui, enquanto aguardavam sair no Japão. Isso tudo porque aqui saia logo em grossos volumes, e lá era de 20 em 20 páginas... Aí ficou difícil colecionar.

Terminei me desfazendo dos que eu tinha, e achei que um dia tudo sairia de novo em volumões. Mas me enganei, e fiquei sem...

Muitos anos depois, com o advento da internet, consegui os 38 volumes encadernados, e via tablet, finalmente consegui ler tudo.

Logo vi que a hq era beeem diferente do desenho. Tinha mais personagens e um maior desenrolar de situações e batalhas. Aliás, teve uma hora que até achei demais tanta perseguição, tanta pancadaria. Realmente o desenho é muito bem vindo, enxugando tanto exagero (e olha que ainda sobrou bastante, he he he)

A arte é exuberante! Dá pra ver que deu o maior trabalhão desenhar tanta coisa! Dá gosto ficar nem que seja só folheando, mesmo depois de ter lido.

Nesse momento que escrevo essa resenha, estou sabendo que estão produzindo um filme com atores, numa nova adaptação.

As legiões de fãs estão curiosas e alguns preocupados em que estraguem a maravilhosa saga. Eu fico tranqüilo, pois acho que vale a pena a "tentativa". Quem sabe? Se cair nas mãos de um Peter Jackson ou James Cameron da vida...

Aliás, se eu pudesse sugerir, imagino que podiam fazer uma trilogia, tentando mostrar tudo o que tem na hq... quem sabe?

Seria o maior filme apocalíptico de todos os tempos!!!!

Afinal, seria a melhor homenagem ao gênio do criador Katsuhiro Otomo.

Quando o filme sair, voltarei aqui para mais umas tecladas...

Nota 10, para o conjunto da obra...